O período dos reinados de Israel, nos relatos bíblicos, é cheio de altos e baixos, erros e acertos, demonstrando que, mesmo sendo o povo escolhido de Deus, seus líderes também estavam sujeitos a quedas trazendo consequências para todo o povo. No tempo de Ezequias, como rei em Jerusalém, ele “abriu as portas da Casa do Senhor” (2Crônicas 29.3), determinou que os levitas “santificassem e tirassem as imundícias do santuário” (2Crônicas 29.5), e convocou, por mandado real, a celebração da Páscoa. Ezequias conclamou o povo para se voltar ao Senhor e a servi-lo com ardor, considerando a sua misericórdia (versos 6-9), porém muitos zombaram dos mensageiros do rei (verso 10), demostrando o quão distante estavam da presença do verdadeiro Deus. Porém, “em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando- lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes, segundo a palavra do Senhor” (verso 12).
“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”, declara o Salmo 133.1, e Atos 4.32: “era um o coração e a alma...”. Esse foi o sentimento vivido em Judá naqueles dias. Outra demonstração clara desta unidade em amor é relatada pelo teólogo Tertuliano (século II), mencionando que os pagãos declaravam admirados ao se referirem aos cristãos, dizendo: “Vejam como eles se amam!”. Isto é o cumprimento da orientação de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (João 13.35). Que grandioso testemunho seria ouvir declarações semelhantes sobre os encontros de nossas igrejas.
Portanto, somos chamados a nos humilhar e cumprir o mandado do Rei dos Reis, no nosso tempo, sendo a Igreja de Cristo que serve em amor.
Vanderlei Britzke
