As crianças carregam em si uma pureza e uma forma sincera de enxergar o mundo que muitas vezes os adultos perdem ao longo da vida. Jesus nos ensinou algo precioso sobre os pequeninos: ‘‘Deixem vir a mim os pequeninos e não os embaraceis (impedis), porque dos tais é o Reino de Deus.’’ (Lucas 18.16), de que o Reino de Deus pertence aos que se assemelham a elas, e nos convida a refletir sobre o que podemos aprender com os pequeninos, de sua simplicidade, sinceridade e confiança, que são atributos que nos ensinam sobre fé, amor e humildade. O maior é quem se torna como criança, dizia Jesus aos seus discípulos. Que virtudes para uma vida plena!
As crianças sorriem sem medo, confiam sem reservas e encontram alegria nas coisas simples, não carregando preocupações e nem guardando ressentimentos, mágoas nem se preocupando com o amanhã. Não guardam rancor, porém vivem cada momento com o coração leve e aberto para amar, aprender e perdoar.
Que lição podemos tirar para a Igreja de hoje? Assim como as crianças, somos chamados a ter um coração humilde, uma mente e intenção de obediência sem duvidar, de confiar no Pai sem reservas e a viver em amor genuíno. Muitas vezes os desafios da vida nos afogam ou sufocam, e que em virtude disso esquecemos que a fé verdadeira é simples, sincera e cheia de esperança. “Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele” (Lucas 18.17). Devemos aprender a confiar inocente e plenamente nas promessas de Deus, que é completa e perfeitamente fiel.
Simone S. Wagner
