O juramento dentro da Bíblia não era pecado. Na antiga aliança mesmo vários homens de Deus juraram e fizeram outros jurarem também. Bem antes da Torah ser escrita (por Moisés em forma de Leis) – as pessoas já faziam voto, isso era algo muito “regional”. Por exemplo: O próprio Abraão exortou ao seu servo Eliezer que jurasse que não traria uma pagã para ser esposa de Isaque (Gênesis 24.1-9). Jacó jurou diante de Labão que cuidaria bem de suas filhas e netos e não transpassaria os termos de sua terra (Gênesis 31.53). José jurou para Jacó que seu corpo seria sepultado junto com seus pais (Gênesis 47.28-31). O cerne deste mandamento é proibir os juramentos falsos, pois o verdadeiro juramento se fazia mediante a presença do nome de Deus.
Mas o cristão pode fazer juramento? Podemos jurar em nome de Deus? A resposta é não. O cristão ou qualquer outra pessoa não deve jurar em nome de Deus e nem de nada. Vamos ver alguns versículos. “Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caias em condenação” (Mateus 5.37; Tiago 5.12; Efésios 4.25).
O ensino de Jesus aos seus discípulos é que fossem justos e íntegros em palavras e ações, e o juramento nem sequer necessário, pois o seu sim ou não seria suficiente devido a justiça presente em suas vidas. Em alguns casos é possível fazermos votos e juramentos sérios. Mas é preciso cumpri-los. Todo cuidado é pouco.
Ivo L. Köhn
