Um soldado ao vigiar de dia ou de noite, sempre deve estar atento e vigilante para qualquer ameaça que possa vir. E como o soldado possui sua vestimenta para a batalha, nós, como cristãos, também devemos nos vestir para batalha espiritual.
Somos servidores voluntários da pátria celestial, soldados do reino de Deus. Diariamente lutamos contra as tentações do mundo e de nossa carne, lutando sempre contra o velho homem e as influências do mundo. Muitas vezes nos sentimos fracos diante dessas batalhas e acabamos, lamentavelmente, caindo.
Assim, o apóstolo Paulo, em Efésios 6.10-18, nos exorta a tomar toda armadura de Deus, para podermos resistir no dia mau, e permanecermos inabaláveis. Imaginemos o que o prisioneiro Paulo visualizava na sua cela, talvez acorrentado a algum soldado romano com todo o seu uniforme oficial.
Como soldados de Cristo, voluntários da pátria celestial, vistamos toda armadura de Deus: verdade, pregação do evangelho, fé verdadeira, capacete da salvação, espada do Espírito, oração e súplica em todo tempo, vigiando com perseverança. Sim, manter-nos vigilantes assim como o soldado em seu turno de vigia, assim como está escrito em Mateus 26.41, que devemos vigiar e orar, para não cairmos em tentações, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Que a cada dia tenhamos um compromisso sério e firme com nosso comandante e a nossa pátria, que nos levantemos revestidos pela graça de Deus, e que estejamos prontos para servir com excelência, com oração e com muita dedicação, mantendo-nos vigilantes a todo momento. E assim, no final de nossa carreira, possamos dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Timotéo 4.7).
Yuri M. de Melo
