A Ceia do Senhor, instituída pelo próprio Senhor Jesus, é um memorial do seu sofrimento, momento que deve ser vivido com reverência e discernimento. O apóstolo Paulo nos adverte que devemos examinar a nós mesmos antes de participar da Ceia, para que o façamos de forma digna (1 Coríntios 11.28-29).
Jesus usou dois símbolos: o pão e o fruto da videira (uva). O pão sem fermento lembrava a rápida saída do povo de Deus do Egito (Êxodo 12). Entretanto, ele deu ao pão um novo significado, associando-o ao seu corpo que seria oferecido, e apontava para Sua morte na cruz. Deu também um novo significado ao cálice, nele seria “colocado” o Seu sangue, derramado na cruz.
Ao partir o pão e oferecer o cálice aos discípulos, Ele disse: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22.19). Essa é uma ordenança que nos leva a refletir sobre o sacrifício de Cristo e sua obra redentora, e como cristãos, cremos que o pão e o fruto da videira são símbolos do corpo e do sangue de Jesus, e não sua transformação literal. Ao participarmos da ceia, não estamos repetindo o sacrifício de Cristo, pois a Bíblia nos ensina que Ele morreu uma única vez pelos nossos pecados.
Ao participar da ceia, lembramos do Seu sacrifício por toda a humanidade, e nos redirecionamos para a segunda vinda de Jesus. Aproximemo-nos da mesa do Senhor com um coração sincero, compreendendo que a Ceia é um testemunho vivo da graça de Deus e da nossa fé na obra de Jesus consumada na cruz.
Jaime Pufal
