Os judeus, também nas conversas com Jesus, respeitavam Abraão como seu pai e como fonte de suas bênçãos espirituais. Eles criam que, por serem descendentes físicos de Abraão, eram especiais e, também aceitos por Deus. Eles alegavam que não precisavam da fé em Cristo para se salvar, porque eles eram descendentes de Abraão.
Paulo, no entanto, argumenta que o próprio Abraão se tornou justo diante de Deus pela fé, “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para a justiça” (Romanos 4.3). Pois herdeiros da promessa são aqueles que vivem pelo princípio da fé. “O justo viverá por fé” (Romanos 1.17). A justificação não vem pelas obras da Lei, nem por mérito humano, mas pela fé, seguindo o exemplo de Abraão que recebeu de Deus a promessa de ser abençoado.
Como podemos ver nas Sagradas Escrituras, a justiça de Deus é revelada em sua obra de salvação, no sacrifício de seu Filho na cruz, para redimir todos da condenação do pecado, concedendo a promessa de salvação e de bênçãos a todos aqueles que pela fé creem em Jesus Cristo, e o aceitam como Senhor e Salvador. Já desde o início o plano divino sempre foi justificar tanto judeus quanto não judeus (gentios) pela fé. Todos aqueles que creem em Deus fazem parte da promessa e são herdeiros da bênção de Deus. Como Deus prometera a Abraão, “Todas as nações serão abençoadas por você” (Gênesis 12.3).
Portanto, somente pela fé em Deus recebemos suas bênçãos, pois é pela fé, e não por nossas obras, que somos justificados e participantes de Suas promessas.
Rosemeri W. Mohnschmidt
