Em sua maioria, ditos populares sobre fala remetem a cautela quanto às palavras. A mais clássica delas diz que o mais sábio é o que fica quieto. O interessante é que sempre será mais difícil alguém criar algum tipo de problema por permanecer calado do que ao se manifestar. Um provérbio afirma que estando calado, até um tolo passa por sábio. Em um mundo com tanta diversidade de pensamentos e ideias, tentar impor sua forma de pensar nem sempre será a melhor escolha ou decisão.
Em Provérbios 18, a palavra de Deus traz alguns conselhos práticos para a vida. Dois deles, porém se destacam no texto. No primeiro, o autor sagrado enfatiza que o nome do Senhor é uma torre segura e fonte de esperança e confiança. Em momentos de tribulação e lutas, não há nada melhor do que ter um lugar onde procurar refúgio e segurança. Encontrar em Deus esta segurança é fonte de sabedoria, principalmente em um mundo onde o individualismo contamina a mente para que não confiemos em Deus, porém em si próprio. Na segunda sentença o alerta é sobre os nossos lábios. Constantemente o ser humano sofre por falar demais ou mesmo o que não devia. O texto adverte que as palavras tolas são ao mesmo tempo um veneno e uma arma na mão do mal intencionado ou daquele que não a sabe usar.
O desafio a vigiar os lábios, cuidando como e o que vai falar. Resolverá muitos problemas e evitará danos. Por mais que se tenha o desejo de se manifestar sobre cada situação, nem sempre o falar será a solução, aliás, raramente o será. Não se cale, mas escolha bem suas palavras.
Marcos Langer
