No período escolar aprendi a lenda da mula sem cabeça. A mula sem cabeça é um personagem do folclore brasileiro que seria uma mulher amaldiçoada e se transformara em uma mula com fogo no lugar da cabeça. Essa figura ilustra muito bem a realidade de muitas igrejas que são seduzidas por heresias, e acabam arrancando a própria cabeça, por deixar de ser cristocêntrica, não mais centrada em Jesus Cristo. Essas “igrejas” colocam o ser humano como pino centro e tudo passa a ser para o homem. Os louvores são escolhidos para agradar as pessoas e não a Cristo; a pregação é mais uma palestra motivacional, e não promove o abandono do pecado, apenas afaga o ego ferido dos indivíduos, e assim deixa de existir para a glória de Deus.
Desde que ouvi a canção Colossenses e suas Linhas de Amor, do Fhop Músic, toda vez que leio Colossenses 1, lembro desta canção e da razão para Cristo ser o cabeça da Igreja, pois em um trecho diz que “Antes do nascer, fez justiça e em si morreu, supremacia e tronos são Teus”. Para nos justificar e perdoar Jesus morreu na cruz, verteu seu sangue e com ele escreveu a história da redenção. Não há vida eterna sem Cristo, e a Igreja só é viva se Cristo for o cabeça e tudo for feito segundo Sua vontade e para Sua glória.
A Igreja precisa levar a sério a mensagem da cruz, que entroniza Jesus e prioriza a propagação do evangelho. Se não for assim, ao invés de uma Igreja viva, será apenas uma mula sem cabeça.
Marciele D. M. Nascimento
