Uma das maiores necessidades para a vida em comunidade é a disposição para perdoar. Isso nem sempre é fácil, mas Paulo nos leva a olhar para Cristo e, a partir do perdão que recebemos Dele, perdoarmos também uns aos outros.
Paulo começa dizendo: “Suportai-vos uns aos outros”, com o sentido de sermos tolerantes. Todos nós somos pecadores e, em algum momento, iremos agir de forma errada. É preciso, então, haver a disposição de perdoarmos uns aos outros “caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem”. O rancor e o desejo de vingança não podem fazer parte do nosso coração. Precisamos suportar uns aos outros por meio do perdão.
Em muitos momentos isso será difícil. Perdoar requer renúncia da nossa parte. Lembremos do que Cristo fez por nós: deixou a sua glória, veio a este mundo, foi rejeitado, ridicularizado e, por fim, crucificado, para que, por meio do Seu sacrifício, o nosso pecado fosse pago e nós recebêssemos o perdão. Cristo pagou o preço mais alto por amor a nós. Diante disso, somos motivados a fazer o mesmo: “assim também perdoai vós”. Como Cristo nos perdoou, nós devemos perdoar. Por maiores que sejam as queixas que temos contra o nosso próximo, elas não se comparam com o que nós fizemos contra Cristo, mas que nos amou e nos ofereceu o perdão.
Há alguém que você precise perdoar? O que impede fazer isso? Olhemos para Cristo e encontremos Nele a força e a motivação para perdoarmos uns aos outros. O rancor destrói, mas a disposição de perdoarmos é um reflexo do amor de Cristo na nossa vida.
André Künzel
