Você já se perguntou se sua vida está agradando a Deus? Já sentiu o peso de querer acertar, de buscar a aprovação divina, esperando por Sua presença, direção e bênção? Esse anseio é comum entre os que desejam viver uma vida com Deus. E não é algo recente. Essa mesma inquietação já habitava o coração do povo de Israel (750 a.C. - 680 a.C.), o povo da aliança. Diante da crise espiritual que enfrentavam, eles perguntavam: “Que devo fazer ao Senhor? Com que me apresentarei diante do Deus Altíssimo?” Seriam necessários holocaustos, sacrifícios de novilhos, rios de azeite? Quem sabe, até mesmo o sacrifício do primogênito? Alguns chegaram ao extremo de buscar as práticas do paganismo buscando fazer coisas para atrair o sagrado.
Há sempre uma tendência de buscarmos gestos externos, ações visíveis, como se pudéssemos conquistar o favor de Deus por méritos próprios. Mas o Senhor, por meio do profeta Miqueias, responde com simplicidade e profundidade, baseado em três princípios básicos: Ele já revelou o que é bom. Ele quer um coração íntegro, que viva com justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus.
Essa resposta continua atual. A Igreja para hoje precisa resgatar esse chamado essencial. O que torna a Igreja viva e relevante não são suas programações, mas a prática coerente da fé. O Senhor deseja um povo que reflita o caráter de Cristo no mundo, não apenas com palavras, mas com uma vida enraizada na justiça, misericórdia e humildade diante dEle. Sejamos fiéis observadores.
Rafael R. Eckhardt
