Na época em que Davi escreveu este Salmo, Jerusalém era considerada a casa de Deus em Israel, a “Cidade Santa”. Há quem diga que, no sentido espiritual, Jerusalém representava a busca pela presença de Deus. Julgava-se que Deus estivesse presente no templo, no monte Sião, e não em outros lugares. Neste sentido, compreendemos a alegria do salmista Davi que, antevendo os fatos, expressa sua fé nesse Deus grandioso que tornaria Jerusalém como o coração dos episódios futuros da fé cristã, daí a razão do pedido: “Orai pela paz de Jerusalém”.
Mas nem tudo ficou maravilhoso apesar dos pedidos e esforços de Davi feitos ao povo assim denominado 'cristão'. Apesar do encorajamento, da importância da oração e adoração a Deus dado por Davi, a paz em Jerusalém não foi e ainda não é uma questão fácil nem concreta nos dias de hoje. O próprio Jesus em certa ocasião “quando chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela” (Lucas 19.41). Trazendo o pedido de Davi para os dias atuais ou o “ser Igreja hoje”, o que diremos? Neste sentido não nos referimos à construção material à qual costumeiramente denominamos de “igreja”, mas sim, “Vocês são como um edifício e estão construídos sobre o alicerce que os apóstolos e os profetas colocaram. E a pedra fundamental desse edifício é o próprio Cristo Jesus” (Efésios 2.20). “Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês”. (1Coríntios 3.16). As recomendações do Salmista também valem para nós: “Orai pela paz de Jerusalém”. Neste sentido, busquemos Deus de fato e de verdade o tempo todo e em todo tempo. Que assim seja!
Maria E. Jung
