No momento de maior agonia de Jesus ante a cruz, Ele chamou seus discípulos para que estivessem atentos e em constante oração. Ele próprio passou longas horas em oração se preparando para seu momento derradeiro, para o que quis companhia. Embora Jesus já houvesse declarado que Ele seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia (Mateus 16.21), os discípulos não haviam compreendido com exatidão o momento que estavam passando. Em meio à ordem de Jesus, os discípulos escolheram dormir em vez de vigiar e orar. Por terem feito essa escolha, seus dias se tornaram mais difíceis, não estando o suficiente preparados, consequentemente também foram tomados pelo medo (João 20.19), alguns inclusive dominados pela incredulidade (João 20.25).
É inevitável que as tentações e provações se apresentem diante de nós, e da mesma forma que os discípulos não sabiam com clareza o que aconteceria, também nós não sabemos o final de todas as lutas que passamos. Porém a palavra de Jesus que foi liberada aos discípulos no momento da tribulação continua sendo uma palavra viva, uma ordem clara, com promessa certa! Como discípulo de Jesus em nossa geração, a sua ordem não é opcional se queremos ser bem-sucedidos em nossa caminhada com o Senhor! A obediência prática da ordem de Jesus produz resultados bons em nossa vida, nos capacitando para que não venhamos a cair nas tentações. Sem oração estamos expostos e em alta vulnerabilidade.
A prática da oração nos capacita a ouvir a voz de Deus, e quando a ouvimos, não somos tomados pelo medo ou incredulidade, mas nossa fé, confiança e esperança no Senhor são sobrenaturalmente fortalecidas. Vigiemos e oremos!
Ivan Dickel
