A eleição de Matias como substituto de Judas Iscariotes no grupo dos 12 apóstolos é um episódio que hoje gera debates. Alguns afirmam que a atitude foi legítima, por ser feita de acordo com os moldes da época e baseada na interpretação bíblica. Outros defendem que foi uma atitude equivocada, visto que Paulo seria o verdadeiro substituto escolhido por Deus. Mesmo sem termos certeza a respeito deste tema podemos tirar uma grande lição.
Pedro lidera os discípulos para fazerem algo enquanto observavam a ordem e a promessa de Jesus (Atos 1.8). A escolha de alguém para completar o grupo de doze parecia algo certo a se fazer. Logo após vemos o Espírito Santo sendo derramado sobre todos os que ali estavam. Era Deus capacitando toda a Igreja, não somente doze. A história continua, e vemos cada vez menos importância a ser dada ao fato de que o grupo dos apóstolos seja mantido no número inicial, pois agora Deus estava usando poderosamente muitas outras pessoas para além deste número. Matias não mais é mencionado na Escritura.
Independentemente de a eleição dele ter sido certa ou errada, ou mesmo de ter se mostrado irrelevante diante dos acontecimentos que se seguiram, ela revela uma preocupação dos primeiros cristãos em fazerem o melhor na condição que eles tinham. Pode ser que escolhas e atitudes que tomamos em prol do Reino de Deus hoje se revelem desnecessárias ou mesmo equivocadas no futuro, mas isso não nos dá o direito de permanecermos de braços cruzados, esperando que Deus faça tudo por nós. Todos têm responsabilidade de agir e auxiliar na igreja fazendo o melhor. Trabalhemos em prol do Reino!
Henrique F. Wagner
