Cientista do século XIX, Charles Darwin, propôs a Teoria da Evolução, baseada na ideia central da seleção natural, na qual as espécies evoluem ao longo do tempo como resultado da variação genética e de características de um ambiente específico. Esta teoria é comumente usada para contrapor a ideia de que o mundo e tudo o que nele há tenha sido criado por Deus, pois afirma que as espécies vieram a existir não por um ato de criação divina, mas por uma série de inúmeras transformações genéticas ao longo de bilhões de anos.
Algo que talvez poucos sabem, é que Darwin nascera e estudara em um ambiente cristão, sendo instruído nas verdades bíblicas e inicialmente acreditando nelas. Talvez nunca saibamos certamente por que, mas ao final de sua vida se declarava descrente na Bíblia.
A carta aos Romanos deixa claro que o universo aponta para a existência de um Deus que tudo criou. Também menciona aqueles que contemplam este universo, mas têm seu raciocínio obscurecido pelo pecado e, “afirmando serem sábios, tornaram-se loucos”. Muito antes de Darwin, Paulo já alertava sobre o perigo de olharmos demais para a criação sem contemplarmos a glória do Criador.
Vale lembrar ainda que a ciência em si não deve ser vista como algo ruim; muito pelo contrário, a capacidade de raciocinar e descobrir coisas novas é uma das mais belas características que o próprio Deus imprimiu em nossa natureza ao nos criar. No entanto, assim como todas as demais coisas, a ciência deve servir para contemplarmos as belezas do universo à nossa volta e nos conduzir sempre para mais perto de Deus.
Henrique F. Wagner
