Quando chamamos Deus de Pai, sempre questiono: qual a referência de pai que nossos filhos têm?
Na minha infância não tive a presença do meu pai biológico, e meu avô paterno foi minha figura masculina até pouco antes da minha adolescência, quando vim a ter um padrasto, pelo qual sempre tive muito respeito e estima.
Hoje sou pai de duas filhas, e busco ser e estar presente na vida delas e participar das suas atividades seja na escola, igreja ou esportivas e culturais, mas sei que é um desafio muito grande para todo pai. É bem possível que muitos não têm ou tiveram um pai modelar, mas sua história pode ser diferente!
Jesus deixou a presença do Pai no céu, para se tornar Servo e entregar sua vida por nossos pecados (Filipenses 2.6-7), porém o Pai nunca deixou de estar com ele, o amparou e acolheu como um fiel companheiro. Aliás, a intimidade deles era tanto que Jesus declarou: “... Se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai” (João 8.19c).
Em toda a trajetória de Jesus, enquanto esteve no mundo, Ele demonstrou nitidamente a presença de Deus Pai com ele, e nos ensinou a nos aproximarmos da presença do Pai, quando por exemplo, ensinou a oração modelo (Pai Nosso), mas acima de tudo, através da fé em Jesus podemos chamá-lo de Pai – Aba, Paizinho (João 1.12).
Imagino que você deve conhecer a estória dos ‘‘Rastros na Areia’’, então sinta Deus Pai carregá-lo no colo nos momentos de dificuldades, e aceite esta paternidade espiritual, e Sua fiel companhia.
Vanderlei Britzke
