O dia de hoje nos remete a um dos cenários mais sombrios da história: a crucificação do Filho de Deus. Lembrar de Jesus pendurado em uma cruz entre dois malfeitores pode até parecer a lembrança de uma cena de derrota, porém a história e as Sagradas Escrituras nos mostram o contrário, pois Ele venceu. Relembrar o sacrifício expiatório de Cristo é reviver o ato redentor que mudou e demarcou a história, sua dor e a paixão que sentiu por nós. Recordamos a traição de Judas, o lavar das mãos de Pilatos, os insultos proferidos e o quão injusta e cruel foi a sentença que o levou ao Calvário.
Hoje também relembramos que tudo não foi em vão. Por mais dolorosa e penosa que tenha sido a morte sacrificial de Jesus, ela foi elaborada, aprovada e consentida por Deus. O Pai o escolheu, o preparou e o enviou ao mundo para salvar e redimir a humanidade. Lembramos de sua fervorosa oração no Getsêmani e de suas palavras de angústia: “Pai, se queres, passe de mim esse cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.” (Lucas 22.42). Ele não desistiu de nós, mas nos amou e foi até o fim.
Dentre as muitas lembranças trazidas por esta sexta-feira da paixão, há uma que se destaca: no alto do Calvário, Jesus de braços abertos, já quase sem vida, usa suas últimas forças para redimir um ladrão arrependido. A resposta de Cristo àquele homem é também sua resposta a nós, se verdadeiramente crermos nEle: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23.43).
Leila W. Sarmento
