As astúcias na história de Jacó e seu sogro Labão são muito bem conhecidas. Meu professor do seminário de teologia dizia que para eles foram necessários 14 anos que um vivia 'passando a perna' no outro, e finalmente achando que tirara proveito, haviam percebido que tinham sido logrados pelo outro.
Ainda existem os que vivem desta mesma maneira: tiram proveito de outros, ludibriando, roubando ou agindo com falsidade. Às vezes isso ocorre dentro da própria família, onde a honestidade e lealdade nem sempre são vistas ou percebidas, embora a Bíblia nos diga para agirmos corretamente (Gálatas 6.9), inclusive quando ninguém o está vendo.
Em Romanos 13.7-8, somos advertidos a ter atitudes de honra para quem é devido. Se Jacó não foi o mais honroso com seu sogro Labão, talvez tenha a ver com o fato de Labão também não o ter sido com o genro. Isso mostra que quando alguém age de má índole com o outro para tirar proveito, possivelmente esteja sendo observado por alguém, e lhe será a “vara de medida” que usarão com este charlatão em um outro momento, ou seja, quando pensamos que estamos sendo “ganhadores” em determinado assunto, mas com falcatruas, é bem provável que sairemos “perdedores” em outras situações, e esta consequência pode ser sempre bem pior, por estarmos com nosso caráter, moral e estima manchados por causa das atitudes desonrosas.
Tenhamos sempre boas atitudes, de honra e temor, e que estejamos em crédito de amor com os outros.
Jaime Pufal
