Jesus percorria cidades e povoados ensinando nas sinagogas, curando enfermidades e pregando o Evangelho. Ele olhava as multidões ao seu redor com um olhar de compaixão. Se entristecia ao vê-las “aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor”. Ele não via apenas rostos, mas vidas cansadas e corações perdidos, almas com sede da Palavra. Jesus se preocupou com a falta de direção e de líderes que cuidassem daquele povo. E nós, temos enxergado as pessoas ao nosso redor com o mesmo olhar de Cristo? Vemos as ovelhas perdidas, sem rumo, precisando de alguém que as guie e as ame de verdade?
De fato, a seara é grande, são vidas que precisam ouvir sobre o Reino, corações carentes de cuidado, almas sedentas. Mas o problema está na falta de trabalhadores. Há muita gente a ser alcançada, porém poucos dispostos a ir. Jesus orienta a orar por mais trabalhadores, por mais servos comprometidos com a missão. Mas essa oração não deve ser apenas um pedido distante. A resposta dessa oração começa em nós mesmos. Nem todos são chamados ao púlpito, mas todos somos chamados a servir em diferentes frentes.
Você pode contribuir na sua comunidade, na sua paróquia; você pode servir de inúmeras maneiras: acolhendo visitantes, ensinando crianças, contribuindo com seus dons e talentos, apoiar financeiramente onde necessário, orar... Cristo se compadeceu das multidões e chamou seus discípulos a orar e a agir. Jesus continua olhando para o mundo com o mesmo amor e continua chamando novos trabalhadores. Há espaço para todos na obra de Deus, porque Ele chama a todos para a Sua obra.
Bruno Rafael Maurer
