Vivemos tempos de muita liberdade religiosa (ao menos no Brasil), onde professar uma fé não é difícil, e até cômodo. Suponho que a grande maioria diz ser cristão. Nos tempos de Daniel e seus amigos, na Babilônia, era diferente: O rei Nabucodonosor instituiu um culto pagão, que buscava sua própria idolatria. Quando lemos Daniel 3 e seguintes, ficamos admirados da coragem de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego confiando que o verdadeiro Deus os livraria da fornalha. Somos tentados a pensar que isto é algo distante e que, nos tempos de hoje, as pessoas não se curvariam mais em idolatria diante de falsos deuses. Será?
Você já assistiu ou ouviu relatos de pessoas que dormiram defronte de estádios aguardando a chegada de algum cantor ou ator famoso? Ou seguiam uma estátua em procissão? Será que só eu acho isso tudo um endeusamento de um ídolo? Se isso acontece no mundo, não deveríamos estranhar, pois o próprio Jesus foi tentado no deserto: ‘‘Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares’’... Até no meio evangélico vemos grandes nomes de cantores e pregadores com numerosos fãs e seguidores. Não questiono ‘‘obreiros’’, quando servem ao Rei Jesus... porém questiono os ‘‘fãs’’ que idolatram um ser humano.
Tenhamos a coragem, não somente de ‘‘andar contra a maré’’, mas de se opor a um decreto proibitivo. Se hoje fosse proibido se reunir nas igrejas e portar uma Bíblia em local público, o que você faria? Talvez já não o faz mesmo! Pensemos a respeito!
Vanderlei Britzke
