O carnaval terminou, revelando novamente o vazio dentro do coração humano. A festa da carne traz à tona a necessidade que as pessoas têm pela busca do prazer e o desejo de se sentirem vivas. Passada a festa, a máscara cai, revelando os pecados, as guerras internas e o quanto o pecado tem sugado suas vidas. Só restam cacos, tontura, ressaca e contas para pagar.
Muitas são as máscaras usadas pelas pessoas no cotidiano, de alegria forçada, de religiosidade sem entrega, ou força sem vulnerabilidade… máscaras que escondem um sorriso amarelo de que não está tudo bem! Elas até podem enganar os outros, mas nunca enganam o Senhor. Deus sonda o coração e deseja a verdade no íntimo da pessoa.
Mesmo nas celebrações mais intensas, a alma continua clamando por algo que realmente a preencha. O barulho da folia silencia diante do eco de um coração que anseia por sentido.
Quando as máscaras caem, só então é possível ser curado. Há uma grande oportunidade de busca pelo perdão, pela graça, e Deus não rejeita um coração quebrantado e contrito (Salmo 51.17). O cair das máscaras não deve ser um momento de vergonha, mas de arrependimento e de libertação. Permita ao Senhor Deus examinar o seu coração, deixe-o limpá-lo e purificá-lo, remover as máscaras, curar traumas e transformar você de dentro para fora o tornando nova criatura, isenta de máscaras.
Hoje há um convite especial, deixar de lado as aparências e viver uma fé sincera. Que as palavras proferidas e as ações reflitam um coração realmente entregue. Que ao cair das máscaras, surja um rosto verdadeiro, iluminado pela graça e pelo arrependimento genuíno.
Edson A. Manteuffel
