No contexto dessa passagem, o povo de Israel estava a conquistar uma nova terra, Canaã, habitada por gigantes. De forma natural Israel não tinha capacidade para vencê-los, mas Deus deixou claro que eles venceriam os Anaquins (veja Gênesis 6.1-4, onde fala de gigantes, de “pescoço comprido”), também os nefilins, de quem surgiu Golias, e assim se cumpriu, pois venceram com intervenção divina decisiva e plena. Bem, parece que a moral da história já se finda aqui, Deus lutando as batalhas por Israel, mas NÃO, Deus continua no “front” e segue avisando o povo (veja Deuteronômio 9.4,5). Deus simplesmente lançou ao chão a possibilidade de eles se vangloriarem, começando pela batalha que venceram por intervenção divina, depois avisando que não tinham nenhum mérito nisso, pois o Senhor o fez para confirmar sua palavra e suas promessas.
Deus sempre está ao lado, na verdade junto do seu povo, não só no passado, em Israel ou mesmo na história dos primeiros cristãos, mas igualmente hoje apoia os seus filhos, pois tem outros “gigantes” no confronto e desafio da fé. Lembremos das palavras de Paulo aos Efésios 6.10-20, quando adverte para vestir toda a armadura de Deus, porquanto nossa luta não é contra “o sangue e a carne”, mas contra gigantes do mundo tenebroso, as potestades e principados diabólicos. Temos também sempre um inimigo sutil, astuto e escondido “dentro de nós”: o desejo da carne, o desejo dos olhos e a soberba da vida (1João 2.16-17). Cuidemos muito com o que parece inofensivo!
Tiago Schirmer
