A vida, tanto animal, vegetal quanto fungi tem quatro ciclos: nascer, crescer, se reproduzir e, então, morrer. Na espécie humana, é muito diferente do que outros animais, como por exemplo, o “patinho” que já sai nadando, correndo e se alimentando imediatamente; porém os humanos têm uma dependência de cerca de duas décadas, nas fases da pré-infância, infância, adolescência e juventude. Há alguns sociólogos que inclusive afirmam que alguns indivíduos apenas alcançam sua independência e autonomia aos 28 anos.
A fase da infância, como as demais, precisam, ser acompanhadas por pessoas idôneas, prudentes e sábias para com elas, aprenderem da melhor e mais eficiente forma para depois saberem alçar voo com segurança. Já ouvi pais e pedagogos dizerem: “cresce menino, cresce”! A fase da infantilidade é de aprendizagem com maturidade. Quem não tem bons modelos possivelmente incorrerá em muitos e muitos erros e consequentes prejuízos temporais e perenes.
Em seu testemunho pessoal, Paulo faz referência à sua infância, e possivelmente tenha aprendido com sua mãe e seu pai, que eram da religião judaica, e aprendera a se portar com dignidade em sua rígida religião, até que se converteu pelo próprio Cristo, já adulto e graduado na melhor escola de Jerusalém. Agora ele não era “mais menino”, já passara pela idade de inocência e “bobeira” religiosa.
É dever dos adultos, ensinar a criança para que aprenda sabiamente. Ela certamente vai se basear em modelos que convencem. Tenhamos essa grande possibilidade como oportunidade de deixar nobres marcas não só éticas e morais, mas sobretudo cristãs.
“Ensina a criança no caminho que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22.6).
Celso B. Rheinheimer
