Agir com intenção de agradar aos outros é algo relativamente comum. Uma prática milenar que tem seu primeiro episódio na história da humanidade, ainda no jardim do Éden, quando Eva caiu em pecado por querer ser agradável à serpente, e depois Adão também cai ao experimentar do fruto proibido por Deus, visando agradar sua mulher.
Em Efésios 5, Paulo escreve sobre nossa intenção de agradar ao Senhor. De uma forma clara e convincente, o autor discursa sobre o relacionamento conjugal, que deve seguir o padrão divino baseado no exemplo de Cristo. Como nosso salvador foi submisso ao plano e vontade de Deus, as esposas também devem ser submissas à liderança de seu marido, especialmente na vida espiritual. Por outro lado, os maridos devem estar prontos a morrer pela esposa se isto for preciso, assim como Jesus deu sua vida pela Igreja. Neste caso, a situação vai além do agrado, caracterizando um estilo de vida, e baseado na submissão mútua.
Já na nossa relação com Deus precisamos aprender a viver para lhe agradar. Para isso é preciso saber que obras e feitos grandiosos não agradam ao Senhor. Um coração arrependido e a obediência aos mandamentos, além de uma vida de constante oração e entrega, que conquista o coração do Pai, sempre será agradável.
E, assim, o desafio de hoje é realmente agradar a Deus, abdicando do controle da nossa vida. No casamento, o casal irá agradar um ao outro quando viverem em cumplicidade e confiança. Um casamento sólido é baseado nesta submissão mútua. Já na vida com Deus, seremos bem-sucedidos se nos tornarmos este corpo, onde todos conectados ao cabeça que é Cristo, vivemos em harmonia com o Senhor. E você, vive para agradar a quem?
Marcos Langer
