Nossa geração é marcada por três grandes síndromes: o imediatismo, que exige resultados
rápidos; a avidez, que busca grandeza; e o prestígio, que anseia por reconhecimento. Como destaca Zack Eswine, essas pressões modernas criam uma felicidade condicionada: “Serei feliz quando tudo acontecer logo, em grande escala e todos me reconhecerem.” Mas essa é uma felicidade frágil, que se desfaz quando as circunstâncias mudam. Alguns sonhos nunca poderão ser alcançados, enquanto outros ao se realizarem podem ser bastante frustrantes.
O Evangelho nos apresenta outra lógica: a do Reino. Nele, tudo começa pequeno - como uma semente. O crescimento é lento e muitas vezes invisível, pelo menos não visto por pessoas alheias a ele. A bem-aventurança (makarios, no grego) não depende do que se possui, mas de quem se conhece. É a verdadeira felicidade que brota da comunhão com Cristo.
Paulo entendeu essa lógica. Tudo o que antes era lucro, ele passou a considerar perda. Ele descobriu que o verdadeiro ganho está em conhecer Cristo e o poder da Sua ressurreição. Ser igreja hoje é viver com essa consciência: perder o mundo para ganhar a vida eterna. Lembremos da palavra de Jesus, que dizia: “o que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma”.
Você está construindo sua felicidade com base no que o mundo valoriza ou no que Cristo oferece? O
mundo quer sucesso, aplausos, admiração, honra. Avalie o que tem guiado suas decisões e, hoje, escolha viver a lógica do Evangelho: perder o que é transitório e passageiro para ganhar o que é eterno. “É preciso perder aquilo que se ganhou, para ganhar o que não se pode perder jamais”!
Rafael R. Eckhardt
