Vivemos em uma cultura que muitas vezes rejeita a correção para evitar o confronto, mas disciplina é sinal de amor. Quando Deus nos corrige, não está nos punindo, mas moldando o nosso caráter com cuidado paternal.
Assim como um pai que ama não permite que o filho siga por caminhos perigosos, o Senhor intervém na nossa caminhada para nos realinhar ao seu propósito. Às vezes, isso dói. Às vezes, não entendemos no momento, mas depois, ao olhar para trás, vemos que foi exatamente ali que Ele mais nos amou e moldou.
Deus sempre disciplina com propósito. Ele quer nos moldar à imagem de Cristo, nos livrar do orgulho, da teimosia, da autossuficiência. Quer fazer de nós vasos de honra. E isso, às vezes, exige confrontos, fornalhas, desertos. “Nenhuma disciplina parece no momento motivo de alegria, mas de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para os que por ela foram exercitados.” (Hebreus 12.11).
Não rejeite a disciplina, não se feche, não endureça seu coração e não fique ressentido com Deus. É nessa hora que precisamos confiar que Ele é bom e mesmo quando a correção dói, ele sabe o que está fazendo. Ele vê o fim desde o começo e sua disciplina nunca é para nos destruir, mas para nos construir com mais fé, mais firmes e com o coração mais obediente.
Se hoje você está passando por um tempo difícil, pergunte: “Senhor, o que queres me ensinar com isso?” E confie: o fim da disciplina será sempre crescimento e intimidade mais profunda com o Pai.
Dafne O. Matter
