Quantos afilhados você tem? Acredito que tenha vários, não é mesmo? Ser padrinho ou madrinha é de fato uma grande honra, um privilégio, porém, ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. Afinal, por que seguimos essa tradição de escolher os
padrinhos para os nossos filhos? Verdade, não tem nada na Bíblia que ordena essa prática, porém pode ser uma boa tradição!
Para entender essa tradição é preciso lembrar do que a leitura bíblica nos ensina ao olharmos para a história da igreja primitiva. Naquela época existia forte perseguição sobre aqueles que publicamente confessaram que eram cristãos, ou seja, seguidores de Jesus Cristo. Consequentemente, muitas pessoas, incluindo pais de crianças, eram presas ou até martirizados por causa da sua fé, e os filhos deles ficavam desamparados precisando de cuidados de outras pessoas, ou mesmo de segundos pais. A partir de então a igreja começou a orientar os fiéis a escolherem pessoas cristãs, maduras e capazes de cuidar de seus filhos, e quem sabe até na maioria das vezes cristãos parentes.
Atualmente no Brasil não temos esse tipo de perseguição com risco e continuamos apadrinhando nossos filhos como sinal de amor e cuidado a eles, e, em consideração por amigos e irmãos em Cristo. No entanto, se a nossa fé começar a ser provada e como pais sofrermos as represálias citadas no texto de Pedro, será que nossos filhos estão bem amparados pelos padrinhos que escolhemos?
Escolher padrinhos é muito sério, pois estamos tratando acerca das influências sobre a vida eterna das crianças; então, sejamos bons padrinhos e tenhamos sabedoria ao escolher os padrinhos para nossos amados filhos.
Alexandre Matter
