A principal diferença entre “ouvir e “escutar” reside no nível de envolvimento e atenção. “Ouvir” é a função biológica de captar sons através do ouvido. É um processo passivo onde a pessoa meramente percebe os sons sem necessariamente prestar atenção ou entender o seu significado. “Escutar” envolve uma atenção mais ativa e consciente. A pessoa não apenas percebe o som, mas também o compreende, interpreta, e pode até responder ou agir com base no que ouviu. Um exemplo prático do nosso dia a dia: às vezes mulheres falam algo, mas os homens não “escutam”, apenas “ouvem” e o final muitos já sabem...
Refletindo no ato de “ouvir” e “escutar” o texto da reflexão de hoje nos mostra que Deus tem falado de muitas maneiras, ou seja, Deus sempre falou à sua criação. Ele não é um Deus calado ou silencioso e desde o princípio tem comunicado sua vontade aos profetas, porém, muitas vezes não “escutamos” a sua voz, apenas a “ouvimos”, pois enquanto Deus fala estamos divagando em nossos pensamentos em preocupações diárias ou em sonhos. Para que escutemos a voz de Deus ao invés de simplesmente ouvirmos, precisamos ser sensíveis à Sua voz mesmo quando ela vem de maneira inesperada.
Sejamos gratos pela nossa história de fé e dos antepassados e pela graça de podermos escutar a voz de Deus. Deus fala e falará às gerações futuras por meio de Sua palavra, do Espírito Santo e através dos profetas. Será que temos escutado a Sua voz? Devemos valorizar o passado, o presente e aguardar com esperança o futuro, o que Deus falará. “Escutem a palavra, não sejam apenas ouvintes” (Tiago 1.22).
Paulo C. da Silva
