Quão tremendos feitos Deus fez, ele escolhe e então responde em sua justiça - Deus, o salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos.
Davi escreve essas palavras em um período da história em que o templo ainda não havia sido construído; então, como ele poderia ter a certeza de que os crentes ficariam satisfeitos na casa de Deus? O que teria de diferente de outros lugares? A resposta parece ser óbvia, a sua santa presença. O salmista tinha a convicção que a presença de Deus era o que tornava os crentes satisfeitos. A alegria não viria da obra construída, mas da presença revelada pela santidade do salvador.
Entretanto, quantas vezes invertemos os papéis, vivemos como se precisássemos de grandes construções ou grandes obras para Deus, para então estar mos satisfeitos, podendo cultuá-lo verdadeiramente, vivendo como se o nosso esforço e mérito em chamar a atenção para Deus e viver uma vida religiosa aparentemente perfeita, irá nos satisfazer e a Deus também. Por imaginarmos que fazendo coisas para Deus chamamos a sua a atenção, então ele nos encheria de alegria, como se fosse nosso mérito. O texto descreve o contrário, é Deus quem nos chama para perto de si, e sua presença, não nossas obras, que nos encherão de alegria, nos tornando bem- aventurados, felizes.
Deus nos convida para estarmos em Sua presença, mas em vez de aquietar-nos, queremos nos agitar fazendo grandes coisas. Quão mais satisfeitos estaríamos se fizéssemos aquilo que Deus realmente nos pediu, que é estar em sua presença e deixar Ele nos satisfazer.
Lucas A. Betzch
