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Manual do Membro Congregacional

Apresentação

Sentindo a necessidade de possuir um manual de instrução para seu membro sobre sua história, sua organização, sua base doutrinária e suas práticas, a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil lança a segunda edição da presente obra para servir de identificação aos a ela filiados e aos que quiserem filiar-se, para nela buscar seu lar espiritual.

A direção e comissão litúrgica da Igreja estão cientes da complexidade, profundidade e importância desse manual, motivo pelo qual se dedicou para apresentar a imagem mais real possível da IECB.

Estamos lançando esse trabalho para que seja entregue aos membros e aos que vierem se amembrar às nossas comunidades, incluindo os noivos que casam, ou filhos de membros quando atingirem sua maioridade para se familiarizar e conhecer a Igreja que desejam frequentar. Poderá ser usado na realização de cursos para novos membros ou então para esclarecimentos aos membros já filiados.

É nosso objetivo que esse Manual nos una mais como Igreja em nossas práticas, conduta e comportamento! Com certeza não englobará todas as situações que surgirem na nossa caminhada, mas contribuirá para lançar luz e mostrar a direção possível de ser seguida.

As nossas orações acompanham essa obra, para que seja uma bênção em nossas comunidades e paróquias!

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos” (Sl 119.105).

A Comissão Litúrgica e Direção da IECB
Ijuí (RS), 16 de maio de 2017.

I – Histórico da IECB

A Igreja Evangélica Congregacional tem suas origens nas causas que levaram à Reforma da Igreja, e já remontam desde o século XIII, como nas ideias de Pedro Valdes (Lyon, França, 1217), John Wyclif (Inglaterra, 1321-1384), John Huss (Praga, 1370-1414), Jerônimo Savonarola (Florença, Itália, 1452-1498). Todos tinham o desejo de que a Igreja voltasse aos princípios bíblicos, então abandonados.

A Igreja, com a Inquisição, sempre respondia perseguindo, encarcerando, enforcando ou queimando vivo em praça pública. Todos eles semearam a semente da reforma, que eclodiu com Martin Luther (Alemanha, 1483–1546) e Huldreich Zwinglio (Suíça, 1503-1564).

Foi na Inglaterra que o congregacionalismo nasceu a partir de 1534, nome que se aplicava a um tipo de organização político administrativa, e mais tarde ligado ao movimento de igrejas independentes, expressando princípios fundamentais redescobertos na reforma. Com a doutrina de Robert Browne, que desejava uma vida piedosa de fé e não apenas uma religiosidade cultural associada ao sacerdócio universal dos crentes, a justificação pela fé e o livre acesso a Deus através da intermediação exclusiva de Cristo, se deu o início do congregacionalismo eclesial, com seus primeiros registros em 1580. Mas, em virtude da pressão inquisidora da Igreja, juntamente com outros, se radicou e abrigou na Holanda. Ali queriam viver uma vida “pura”, casta e pia caracterizada pela dispensação da hierarquia autoritária, pela ação independente de cada comunidade, pela valorização da participação leiga, na dedicação ao estudo bíblico e na oração. Foram, por isso, chamados de PURITANOS.

Em 1620 parte a caravela “Mayflower”, de Amsterdã para os Estados Unidos da América, levando 102 puritanos e com eles a semente do congregacionalismo. Ali, na nova Inglaterra, se radicaram no Estado de Massashussets. Os PAIS PEREGRINOS, como se chamaram, fundaram cidades como Plymouth, Nova York, Boston, e outras. Mas também colégios, que mais tarde se tornaram universidades, como HARVARD, YALE, OBERLIN. A Igreja cresceu, de baixo para cima, baseada na fé puramente bíblica. Nos EUA a primeira Igreja Evangélica baseada nos princípios congregacionais se chamou de Igreja Congregacional, em Plymouth. No ano de 1734 houve o primeiro grande avivamento no congregacionalismo americano através de Johnatan Edwards (1703-1758). Cem anos depois ocorreu o segundo grande avivamento com Timóteo Dwight, neto de Johnatan Edwards.

Ao mesmo tempo, na Alemanha, depois da Reforma, se desenvolveram ideias semelhantes, baseando-se na teologia de Theophil Grossgebauer, que em 1661 editou o livro “Voz do Atalaia da Devota Sião”, lançando as bases do Pietismo desenvolvidas por Philip Spenner (1635-1705) e August Hermann Francke (1663-1727).

Como os Puritanos, também os Pietistas, por serem desprezados e perseguidos, emigraram para regiões da Rússia e Polônia, e mais tarde desses países para os EUA ou América do Sul (Argentina e Brasil). Como traziam na bagagem larga experiência na Fé Puritana e Pietista, chegando a sua nova pátria procuraram os de convicção religiosa mais próxima a sua e se filiaram à Igreja Congregacional.

O Doutor Robert Kalley, escocês, veio ao Brasil como missionário e criou a primeira Igreja Evangélica de fala portuguesa no Brasil (Rio de Janeiro), em 1858, de estilo congregacionalista. Em 1916, com a união de diferentes denominações evangélicas, foi registrada a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais e mais tarde diferentes linhas de Igrejas Congregacionais.

Ao ouvir dessa devota e afável fraternidade do norte, os imigrantes alemães da Argentina solicitaram apoio missionário, o que ocorreu em 1922, dando, então, início à Igreja Evangélica Congregacional da Argentina (IECA). Entre 1920 e 1922 várias famílias cristãs russas do grupo de origem [alemães que tinham emigrado para a região do Volga], não se conformando com a igreja que participavam, começaram a se reunir na escola [Schulhaus] de Aldea San Antonio, sob a liderança do professor e pastor Jorge Geier. Este grupo de famílias tinham como linha doutrinária profundamente reformada pietista, conhecidas como irmãos consagrados a Deus. O primeiro nome desta nascente foi Igreja Evangélica Livre, Congregação San Antonio, para não aderir a qualquer sínodo ou qualquer denominação. Em 4 de março de 1923 organizaram seu primeiro estatuto que levaria o nome de “Sociedad Evangélica Alemana Religiosa”. Foi eleito o professor Jorge Geier como pregador e pastor evangélico desta congregação. Entre 1920 e 1923 eles já haviam estabelecido 6 igrejas: San Antonio, Almada, Irazusta, Urdinarrain, Mantero e Costa San Antonio. Ao receber a notícia de que seus parentes e amigos nos Estados Unidos se filiaram à Igreja Congregacional, solicitaram por escrito apoio missionário daquela igreja em 1924 com a vinda do primeiro pastor, John Holzer, que chega em Urdinarrain em 01 março de 1924. Em quatro meses as igrejas se adaptaram ao sistema Congregacional. A igreja expandiu-se desde Entre Rios, nas províncias de Misiones, Chaco, Formosa, Cordoba, Santa Fe, Buenos Aires, Corrientes, e por último Rio Preto e Salta. A maioria das congregações começaram nas casas de família e escolas. Hoje a igreja tem cerca de 150 templos.

Entre Brasil (Sul) e Argentina havia ligação de laços familiares e fraternos, pois também aqui estavam radicados muitos alemães evangélicos de linha pietista, em congregações que se reuniam livremente, dentro de estrutura própria e independente (Freihe Gemeinden), e tinham o propósito de não se filiarem a nenhum sínodo ou organização, porque não se enquadravam na mesma linha teológica ou por diferenças estruturais administrativas.

Havia trabalhos independentes em diferentes municípios do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, como em Ijuí (Linha 27, hoje Ajuricaba, Linha 30); Panambi (Morengaba, hoje comunidade da paróquia de Panambi/ Sul); Três Passos (Feijão Miúdo, hoje Padre Gonzales); Guarani (Cerro Largo, hoje paróquia de Linha XV de Novembro, Santa Rosa); Sarandi (Ati-Açú); Marupiara (hoje Paraíso do Sul) e Nova Boêmia (hoje, paróquia de Agudo). São sete (7) as comunidades fundadoras da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, em 11 de janeiro de 1942 e com sua sede em Linha 4 Leste, Ijuí, RS.

Em Ijuí (atualmente Ajuricaba) o trabalho já começou em 1909 com a comunidade independente “Evangelische Lutherische Sankt Johannes Gemeinde”, mais precisamente na Linha 27. A comunidade também mantinha uma escola, quando o pastor era também professor. Em Panambi (Linha Morengaba) havia um trabalho realizado por pastor Karl Spittler, fundado em 1º de junho de 1925.

Em janeiro de 1948 o Instituto Congregacional de Teologia da Argentina envia os primeiros pastores para o Brasil, formados lá, a fim de darem continuidade ao trabalho dos pioneiros. Apesar de a IECB estar organizada juridicamente desde 1942, de fato ainda estava recebendo orientação e apoio logístico da Igreja da Argentina. Assim, em janeiro de 1948 os pastores Jan Serfas (1926-2000) e Gustavo Altmann vieram ao Brasil e atuaram nas paróquias de Padre Gonzales (Três Passos) e Linha XV de Novembro (Santa Rosa) respectivamente.

Até 1973 todos os pastores recebiam formação teológica em Concórdia, Argentina. A partir desta data o Instituto Bíblico e Seminário (IBISEC - hoje FACTECON) forma seus obreiros com curso livre em teologia. Até 1998 eram 4 anos de curso básico, três anos de teológico e mais um ano de estágio. A partir dessa data passou para dois anos de básico, três anos de teológico e um ano de estágio. No ano de 2000 estendeu o curso para preparar presbíteros, com estudo em 8 módulos durante dois anos, o equivalente a um ano básico interno. O IBISEC, situado em Linha 4 Leste, Ijuí, RS, desde a sua fundação em 1961 até hoje formou mais de 80 pastores, alguns já de saudosa memória, outros licenciados, outros afastados, mas a grande maioria ativa nas diferentes paróquias ou campos missionários.

Em 1949 a Igreja Congregacional dos EUA, a pedido da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, enviou pastor Richard Knerr como superintendente, que atuou com muita dedicação e êxito no Brasil até 1958. Junto com o superintendente atuou como presidente o professor Ernesto Lammers de 1942 a 1954. Pr. Erich Witzke de 1954 a 1967 e Pr. Alberto Leopoldo Ketzerde 1967 a 1968. Ao Pr. Richard sucedeu o pastor Valerius Schulz, que exerceu a superintendência até 1970. Desde então a Igreja foi presidida apenas pelos pastores brasileiros: Pr.Hans Hartmut Wilhelm Hachtmann de 1968 a 1992. Pr.Alfredo Goswin Achterberg de 1992 a 1997.Pr. Ivo Lídio Köhn de 1997 a 2003 e outra vez de 2009 a 2012, Pr. Dorival Luís Seidel de 2003 a 2009. Pr. Mauro Mohnschmidt de 2012 a 2017, e Pr. Rogelio Renato Renner de outubro de 2017 até a presente data. Conforme “KirchenboteKalender”, em 1949 haviam no Brasil 7 paróquias, 7 pastores, 38 comunidades, 4458 membros do sexo masculino, 1788 famílias em um total de 8882 almas. Em 1959 eram 15 paróquias, 15 pastores, 107 comunidades, 3616 famílias, total de 18004 almas, 50 escolas dominicais, 27 corais, 2 ligas juvenis, 6 OASC, 71 igrejas e 13 casas pastorais.

A estatística de 2000 apontava 38 paróquias ou campos missionários, 221 comunidades, 117 pontos de pregação, 37 casas pastorais, 182 templos concluídos, mais 35 em construção, 8186 membros (famílias) inscritos, 10961 indivíduos masculinos confirmados, 11349 indivíduos femininos confirmados, 2891 meninos não confirmados e 2800 meninas não confirmadas, num total de 28001 almas. Deste número 885 estão na doutrina, 159 na juventude mirim, 1093 jovens nas ligas juvenis, 1848 senhoras na OASC, 935 cantores de corais e há 31 programas radiofônicos.

A estatística do ano de 2016 aponta 50 paróquias ou campos missionários, 228 comunidades, 84 pontos de pregação, 53 casas pastorais, 210 templos concluídos, mais 16 em construção, 7192 famílias, 2708 idosos, 3633 indivíduos adultos masculino, 4038 indivíduos adultos feminino, 1682 membros pré-efetivos (desde a confirmação até os 18 anos), 2610 crianças, totalizando 23765 almas. Destes, 569 estão na doutrina, 897 nas ligas juvenis, 1171 crianças na escola de culto infantil, 2100 mulheres na OASC, 879 cantores de corais, 43 programas radiofônicos e 1588 assinantes da revista “O Mensageiro”.

No Paraguai as 3 paróquias somam 23 comunidades, 1 ponto de pregação, 5 pastores, 6 casas pastorais, 15 templos concluídos, 221 membros (famílias) e 35 membros individuais inscritos, em um total de 709 almas.

A IECB foi crescendo e se expandindo, tendo como razão as migrações e também por adesão de pessoas de outras denominações. Atua nos Estados do RS, SC, PR, MT, MS e AM bem como no Paraguai. Sua origem fala da vida piedosa, casta, independente e prática. Nela devemos perseverar, a ela preservar, sobre ela construir, mantendo identidade própria, sem se deixar influenciar por modernismos, costumes ou tradições humanas. Devemos continuar baseados na âncora da fé, edificados sobre a pedra angular, que é Jesus Cristo, o Senhor ressurreto e eterno. Em quase um século de história a IECB mostrou perseverança e fidelidade. Precisamos mantê-la até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Neste período a IECB teve a seguinte relação de presidentes:
Sr. Ernesto Lammers – 1942 a 1954
Pr. Erich Edvin Witzke – 1954 a 1967
Pr. Alberto Leopoldo Ketzer – 1967 a 1968
Pr. Hans Hartmut Wilhelm Hachtmann – 1968 a 1992
Pr. Alfredo Goswin Achterberg – 1992 a 1997
Pr. Ivo Lídio Köhn – 1997 a 2003 e 2009 a 2012
Pr. Dorival Luís Seidel – 2003 a 2009
Pr. Mauro Mohnschmidt – 2012 a 2017
Pr. Mauro Mohnschmidt – 2012 a 2017
Pr. Rogelio Renato Renner – 2017 a 2020

II – Principais bases doutrinárias

A Igreja Evangélica Congregacional através do Manual do Membro Congregacional expõe aquilo que crê, suas convicções cristãs de fé:

1 – Cremos em Deus Pai, Criador do céu e da terra, de quem somos feitura (Gênesis 1)

2 – Cremos em Deus Filho, o Salvador Jesus Cristo que morreu para salvar o pecador (João 3.16)

3 – Cremos em Deus Espírito Santo, terceira pessoa da Trindade, o qual foi derramado no dia de Pentecostes sobre a Igreja, o qual entra na vida e no coração da pessoa quando recebe Jesus como seu Salvador (Atos 2.4; Atos 10.44)

4 – Cremos na Bíblia, como a infalível Palavra de Deus ao seu povo, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo (2 Pedro 1.20,21)

5 – Cremos no céu como lugar onde Cristo está à direita do Pai preparando lugar para todos os que serão salvos mediante a fé (João 14.2)

6 – Cremos na existência dos anjos como seres espirituais que estão a serviço de Deus, os quais estão na presença do Pai para o seu louvor e para executarem suas ordens (Mateus 4.11; Apocalipse 7.11)

7 – Cremos na vida eterna pela graça e como dom gratuito por meio da fé em Jesus, único nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4.12; Efésios 2.8)

8 – Cremos na imortalidade do espírito, pois o corpo volta à terra, mas o espírito volta a Deus (Eclesiastes 12.7)

9 – Cremos que para a pessoa obter a salvação eterna ela precisa nascer de novo, ou seja, converter-se totalmente ao seu Salvador e ser uma nova criatura (2 Coríntios 5.17)

10 – Cremos no perdão dos pecados, mediante o arrependimento e confissão de fé no sacrifício expiatório de Cristo (1 João 1.7,9)

11 – Cremos que a fé é dom de Deus e que a mesma sem obras é morta. Há a necessidade de cada um mostrar a sua fé pelas obras. As obras não salvam, mas a fé sem elas não existe (Tiago 2.17)

12 – Cremos no regresso do noivo (parousia); estamos certos da volta de Jesus para buscar a sua Igreja, pois ele disse: “Eu voltarei sem demora”. Isto será para a noiva o dia glorioso (João 14.3)

13 – Cremos no arrebatamento. O Senhor levará consigo e se unirá àqueles que estiverem preparados; os que estiverem vigiando e orando (1 Tessalonicenses 4.13-18)

14 – Defendemos um casamento indissolúvel, pois o que Deus uniu o homem não deverá separar. Deve ser entre um homem e uma mulher; o amor e a fidelidade são os esteios deste casamento (Gênesis 2.24; Mateus 19.6; 1 Coríntios 7)

15 – Cremos num único batismo (Efésios 4.5) em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O rebatizar é blasfemar conforme o segundo mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão...” (Êxodo 20.7). O batismo não salva e não perdoa pecados (Atos 8.15-17; Mateus 10.13; Atos 2.39; Colossenses 2.11,12)

16 – Cremos que a Ceia do Senhor é a prática da verdadeira comunhão da Igreja com o seu Senhor, através do pão e do vinho, que significam o corpo e o sangue de Cristo. Só podemos participar se estamos em ordem com Deus e os irmãos. É o sacrifício de Cristo que nos dá remissão dos pecados (1 Coríntios 11.20-16)

17 – Cremos na ressurreição. Cristo ressuscitou em corpo, alma e espírito e a nossa ressurreição será à sua semelhança. Quando Ele nos chamar, seremos revestidos de corpo incorruptível para o novo céu e a nova terra (1 Coríntios 15)

18 – Cremos que a oração é um meio de se comunicar com o Pai; através dela buscamos forças, agradecemos, confessamos e intercedemos. (Mateus 7.7; Tiago 5.16; Colossenses 4.2,3; João 14.13,14)

19 – Cremos na prática do jejum e no seu valor diante de Deus. Deve ser algo pessoal ou coletivo, com propósito específico, segundo ensinamento de Jesus e não como lei ou norma (Mateus 6.16-18)

20 – Cremos na manifestação de dons. Há talentos (dons naturais) e dons carismáticos concedidos pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12.1-11; 14.1-19)

21 – Cremos nos milagres e num Deus de grandes prodígios e sinais. Para Ele nada é impossível. O maior milagre é a salvação de um pecador em Jesus (Mateus 8; Lucas 1.37)

22 – Acreditamos na existência do mal, que tem sua origem em Lúcifer (satanás, diabo, belzebu) que é contra Deus, que vem para matar, roubar e destruir. Somente venceremos o mal com o poder de Deus (João 10.10; 1 Pedro 5.8; João 8.44)

23 – Cremos na existência do inferno como um lugar onde há fogo e ranger de dentes, onde Satanás reina com todos aqueles que estão na perdição, afastados de Deus (Lucas 16.23 e 24)

24 – Cremos na Plenitude do Espírito Santo, que acontece à medida da nossa consagração. Quanto mais nos consagramos a Deus, mais o Espírito Santo inunda o nosso ser (Efésios 5.18)

25 – Cremos que a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil é um instrumento de Deus para a edificação do seu Reino (João 10.16; 1 Pedro 2.9,10; Efésios 2.19).

III – Posicionamentos da Igreja

A – Novos movimentos

1 – Qualquer posicionamento da igreja deve necessariamente ter embasamento bíblico, e não de apenas um versículo isolado.

2 – Abordagem recente de um teólogo: “Adotar novas formas externas e novo estilo de retórica, não nos leva ainda a sermos verdadeiros discípulos de Jesus”.

3 – Cada Igreja tem o seu perfil cultural peculiar e dentro dele deve desenvolver sua vida de fé, desde que não contradiga os princípios bíblicos. Somos Congregacionais, e aos pastores e membroscabe zelar pela nossa identidade histórico-cultural.

3 – Primamos pelo resgate da raiz puritana do congregacionalismo.

4 – Renovação não significa adaptar apenas novos modelos, estilos ou formalidades, mas sim, uma completa rendição e consagração ao Senhor Jesus Cristo.

B – Pai e mãe solteiros

Regra geral básica: precisa ter registro de membresia e ser cumpridor dos seus deveres para com a sua comunidade, observando-se o regimento interno da IECB. Não é prática congregacional fazer acepção de pessoas mediante juízo condenatório, mas considerar cada caso com diálogo franco, no intuito de restaurar vidas. Serviços posteriores poderão ser prestados em consonância com o pastor e diretoria.

C – Casamento

1 – O casamento é uma instituição divina definida por aliança constituída entre um homem e uma mulher, como resultado de namoro e noivado que culmina com o pacto civil (perante o Estado), religioso (perante Deus e a Igreja) e físico (união de corpos).

2 – O casamento é único e indissolúvel (Efésios 5.22-31; 1 Coríntios 7.1-16; Gênesis 2.24; Mateus 19.6).

D – Divórcio

1 – O divórcio não está contemplado no plano original de Deus para o casamento (Mateus 19.3-6).

2 – Divórcio significa anulação de uma aliança, considerada pelo Antigo Testamento como tolerância humana, pela dureza do coração (Mateus 19.6-8).

3 – Em casos irreconciliáveis por infidelidade, violência ou ameaça contra a vida, tolera-se o divórcio. Entretanto, devem-se usar todas as tratativas de restauração, perdão e reconciliação (Mateus 19.9).

E – Novo casamento

1 – O único embasamento bíblico para um segundo casamento é em caso de morte de um dos cônjuges (Romanos 7.2-3).

2 – Em casos de separação ou divórcio a IECB não realiza a bênção de um novo casamento (1 Coríntios 7.10-11).

3 – A IECB aplica a prática de acolhida entre um homem e uma mulher, com convívio marital, com bom testemunho de fé na igreja e sociedade, oriundas de divórcio ou separação, após acompanhamento, avaliação e aconselhamento pelos órgãos eclesiais competentes.

F – Relacionamento homoafetivo

1 – A IECB crê, conforme ensino bíblico, que cada indivíduo nasce ou homem, ou mulher (macho ou fêmea), sendo que uma posição opcional diferente tomada por alguém é desvio de conduta psíquica, ética ou moral. Em caso indefinido de inferência ou anomalia congênita, a família juntamente com conselho médico deverá decidir.

2 – O relacionamento emocional sexual ou o ato sexual entre homem e homem (homossexualismo), ou mulher e mulher (lesbianismo) não tem apoio bíblico, mas o contrário, seu repúdio. Sim, a Bíblia repudia tais atitudes, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo (Gênesis 19.5- 13; Romanos 1.26-28; 1 Coríntios 6.9-11; 1 Timóteo 1.8-11; Apocalipse 21.8).

3 – De igual modo é abominação bíblica qualquer coito (ato sexual ou libidinoso) entre ser humano com animal – zoofilia (Êxodo 22.19; Levítico 18.23).

4 – Semelhantemente a IECB repudia e abomina posição de poligamia ou bigamia (poliginia - um homem com mais de uma mulher - e poliandria- uma mulher com mais que um homem), e que não sejam seus cônjuges únicos.

5 – Na mesma lista de repúdio incluem-se a pedofilia, incesto, necrofilia ou qualquer tipo de expressão sexual perversa que se possa considerar.

G – Controle de natalidade

1 – A Bíblia diz que os filhos são uma bênção e que Deus tem prazer na família (Salmo 127.3).

2 – Em caso da impossibilidade de gerar filhos recomenda-se a adoção.

3 – A quantidade de filhos é assunto de consciência de cada casal recomenda-se que se busque em oração a vontade de Deus e cada casal viva com a consciência tranqüila por decisões tomadas.

4 – É bom, e recomenda-se que um casal com dúvida procure a orientação do pastor, ou a orientação de profissionais da medicina; acima de tudo, seja sensível a voz do Espírito Santo.

H – Eutanásia e aborto

A vida é dom de Deus e ninguém em hipótese alguma deve interferir na diminuição consciente da vida. Seja em caso de eutanásia ou aborto, ambos se caracterizam como homicídio e não podem ter a aprovação da Igreja. O mandamento de Deus é claro: “Não matarás!” (Êxodo 20.13). Cada qual deve zelar pelo bem estar do corpo para prolongar a vida saudavelmente em tudo que estiver ao seu alcance.

I – Política

1 – Todos nós, de certa forma, estamos envolvidos na política (precisamos viver em sociedade) porque ela permeia a sociedade como um todo e nós somos parte dela como Igreja.

2 – Cada membro está livre na sua opção partidária, porém, nenhuma ação política pode afetar a saúde da Igreja. A Igreja sempre precisa manter o papel da neutralidade.

3 – Não é aconselhável que o Pastor se envolva na política partidária, pois, com isso ele fere essa neutralidade da Igreja que ele representa como sacerdote. Caso um Pastor queira optar em candidatar-se a um cargo político, necessariamente deverá licenciar-se do ministério e desocupar a casa pastoral. O seu retorno deverá passar por amável e profunda avaliação do concílio.

J – Promoções

1 – A IECB, respaldada pelas decisões dos concílios de 1981 e 1998, reprova festas com bebidas alcoólicas e música mundana por considerá-las contraditórias aos princípios bíblicos e cristãos (1 Pedro 4.1-3).

2 – A Igreja aprova a realização de promoções para angariar fundos, desde que preservem as características morais, éticas e espirituais condizentes com a vida cristã.

3 – A Igreja recomenda a realização de eventos que estimulam a comunhão e a confraternização entre irmãos e famílias, sem a necessária intenção de lucros.

IV – Rituais e ofícios na Igreja

A – Batismo

Forma: Praticamos o batismo infantil por aspersão, ou em casos excepcionais com qualquer idade.

Preparo: Instrução de pais e padrinhos (conforme a cartilha de Palestra para Pais e Padrinhos, sobre Batismo). Recomenda-se que os padrinhos tenham habilidade cristã confirmada e apresentem recomendação de sua Igreja de origem, e que no mínimo a metade deles seja membro da IECB

Local: Sempre na Igreja ou culto (por se tratar de uma apresentação).

B – Confissão Pública de Fé (Confirmação)

Pré-requisitos: Ter frequentado o culto infantil e passar pelo período de instrução, tendo como base a apostila de Orientações Bíblicas para a Vida Cristã Volumes I e II, com duração aproximada de 50 horas aula; faz-se exceção no caso de adulto, que receberá instrução intensiva.

Matrícula: 12 anos.

C – Ceia do Senhor

Significado: A Ceia do Senhor é uma simbolização da morte de Cristo e nos leva a ter comunhão com Ele e nossos irmãos, para consolo e fortalecimento na fé (1 Coríntios 11.17-34).

Participação: Pode participar da Ceia toda pessoa que se preparou para a mesma.

Forma: Cada Paróquia é livre quanto ao uso do cálice individual ou coletivo, hóstia ou pão, vinho ou suco de uva.

Enfermos: Para os enfermos é um meio de consolo e confissão. Não é mágica, pois não é a Ceia que tem o poder em si, mas a presença de Deus por meio de Cristo; o enfermo mesmo deve solicitar, pois é uma questão pessoal.

Pessoas em coma: visto que deve ser um ato consciente e pessoal, não se deve forçar, mesmo que os familiares o desejam. Deve sempre haver a oportunidade para um exame pessoal.

Apresentação: por ser um momento solene e especial, recomendase que a pessoa esteja adequadamente vestida. Isso cabe aos pastores esclarecer e orientar antes.

D – Casamento

1 – O casamento é único e entre um homem e uma mulher.

2 – Todos devem passar por um aconselhamento pré-nupcial e se membrarem, sendo oficialmente apresentados à Igreja. A forma e a maneira ficam a critério de cada paróquia.

3 – Quando um ou ambos os noivos são de outra denominação, devem preencher todos os requisitos formais (batismo, confissão de fé, etc).

E – Sepultamento

1 – O culto fúnebre será realizado em local propício por escolha da família.

2 – No cemitério, preferencialmente seja um ato breve.

3 – Os dados biográficos (Curriculum vitae) serão apurados previamente e posteriormente arquivados na secretaria da paróquia.

4 – O atestado de óbito deve acompanhar o traslado do corpo para o cemitério.

5 – Não recomendamos culto em memória; nas paróquias onde essa prática foi adotada, que se use a citação póstuma em culto público, com oração pelos enlutados, em data a ser definida.

F – Talar

1 – Significado: Veste especial em alguém consagrado a Deus com a intenção de encobrir sua humanidade e revesti-lo de autoridade (Êxodo 28.3-43; Êxodo 39). Uso nos cultos de ofícios: Batismo, Ceia, Confirmação, Casamento e Sepultamento.

2 – Nos demais cultos seu uso é opcional, desde que o oficiante esteja vestido adequadamente.

V – Organização e estrutura da Igreja

As Escrituras Sagradas deixam bem claro que a Igreja tem uma estrutura e a compara a um edifício construído sobre um fundamento ou alicerce seguro, e a um corpo regido pela cabeça, com cada membro em seu lugar e cumprindo sua função.

O cabeça da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil é Jesus Cristo; nós nos submetemos ao senhorio da sua Palavra e a instrução do Espírito Santo. O que deve prevalecer é o que a Bíblia diz e não o que os homens pensam e afirmam. Somos uma igreja com uma mensagem cristocêntrica.

O órgão administrativo soberano da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil é a sua Assembleia Geral Ordinária, que se realiza em outubro de cada ano no rodízio das paróquias que previamente a convidam. Nessa Assembleia Geral, mais conhecida como concílio, se reúnem os pastores e delegados das paróquias que deliberam e decidem sobre os rumos da Igreja e tudo o que envolve a sua administração. Realiza-se nessa Assembleia também as ordenações de novos pastores e celebrações especiais e se elege os administradores que a Igreja necessita.

O Colégio de Pastores é formado por teólogos, pastores ordenados, eméritos e em licença. Estagiários ainda são considerados seminaristas até sua formatura. Teólogos são aqueles que completaram o curso de teologia, todavia ainda não foram ordenados. Pastores em licença são aqueles que se encontram, a pedido, distanciados do ministério efetivo por justa causa. Pastores ordenados são aqueles que receberam a bênção da ordenação pelo Colégio de Pastores na Assembleia Geral depois de aprovados em exame. Pastores Eméritos são aqueles que se jubilaram e encerraram suas atividades oficiais. Tanto no Antigo Testamento como no Novo o sacerdócio sempre foi algo muito especial e santo. Deus preparou homens para “funções especiais específicas” que geralmente dedicaram-se em tempo integral a anunciar o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Pastores são homens de Deus chamados para uma missão de tal maneira sublime e envolvente. Cabe a todos nós uma profunda reflexão sobre o assunto para resgatar a santidade e a sublimidade do sacerdócio que o apóstolo chama de “embaixadores de Cristo”.

A Diretoria Geral da Igreja supervisiona e dirige os trabalhos durante o ano. Todas as decisões que envolvem a Igreja como um todo, precisam de ratificação e aprovação da próxima assembleia. Estão sob a supervisão geral da Igreja também os seus departamentos como a FACTECON, o Discipulado, a OASC Nacional, a JEC do Brasil e outros que vierem a surgir. Embora cada um tenha seu próprio comitê e sua própria diretoria, todas as decisões mais abrangentes necessitam do aval da direção geral da Igreja. O órgão oficial da Igreja, Revista “O Mensageiro”, devocionário “Fonte de Vida” e demais publicações também estão sob a supervisão da direção central.

O Pastor Regional é a ligação entre as paróquias de uma região e a direção geral da Igreja. Todos os problemas devem ser analisados e checados primeiramente por ele, e os que não conseguir resolver repassará para a direção geral da Igreja.

A diretoria da paróquia administra o trabalho desse conjunto de comunidades, sendo ligação entre a paróquia com o pastor regional e direção geral da Igreja. Sua responsabilidade é zelar para que o trabalho se desenvolva com progresso material e edificação espiritual.

Quem poderá integrar essa diretoria?

a. Pessoas que tenham tempo e sejam comprometidas com a causa do Senhor.

b. Pessoas responsáveis, que assumem seus erros.

c. Pessoas que tenham habilidade e flexibilidade.

d. Pessoas criativas.

e. Representantes das diretorias das comunidades.

f. Quem está em dia com as suas obrigações na Igreja.

g. Alguém que já tem alguns anos de membresia; principalmente em se tratando dos cargos principais.

h. Quem leva uma vida moral exemplar.

i. Quem é um cristão autêntico, consagrado e participativo nos trabalhos da Igreja.

j. Que seja voluntário sem receber remuneração alguma.

Quais são as atribuições dessa diretoria? O que ela pode e deve fazer?

1 – Zelar para que a vida espiritual e religiosa das comunidades promova a glória de Deus:

– Orando pelo trabalho do Pastor;

– Cuidando para que não se abram as portas ao mundanismo, e que haja clima de confraternização familiar no ambiente da Igreja;

– Motivando e apoiando as diretorias das comunidades nesse sentido;

– Intervindo em conflitos que vierem a surgir em defesa da verdade e em busca do bem.

2 – Trabalhar de mãos dadas com o Pastor, zelando para que as relações nas comunidades sejam tais que favoreçam o trabalho ministerial; ser ponte entre comunidades e pastor; manter um diálogo franco e aberto em busca de soluções.

3 – Cuidar para que o pastor receba o seu salário e tenha condições de trabalho; verificar a entrada das contribuições nas comunidades.

4 – Cuidar para que a casa pastoral esteja sempre em bom estado.

5 – Colocar ênfase e zelar para que as resoluções da assembleia sejam cumpridas e estejam de acordo com o trabalho integral da Igreja.

6 – Ser ponte entre a paróquia e a direção geral da Igreja, intermediando os interesses da mesma e repassando as decisões do concílio para seu cumprimento.

7 – Ser responsável por todos os negócios, representando a paróquia perante as autoridades e terceiros.

A diretoria da comunidade é responsável pelo bom andamento do trabalho local. Os departamentos infantil, juvenil, feminino, masculino, idosos, etc. que atuam na comunidade local estão subordinados a essa diretoria.

O que pode e deve fazer essa diretoria?

1 – Ajudar o Pastor na direção dos trabalhos da comunidade mantendo um diálogo franco, aberto e respeitoso.

2 – Zelar para que o templo e seu ambiente estejam sempre em ordem e agradáveis para os programas (ventilação, limpeza, ornamentação, iluminação, acomodação etc.).

3 – Recepcionar as pessoas, principalmente os visitantes (podendo escalar responsáveis).

4 – Liderar as promoções e todos os eventos realizados para confraternização dos membros ou para construção e manutenção do patrimônio da comunidade.

5 – Prover o necessário para a realização dos ofícios.

6 – Zelar pelo cumprimento das determinações da paróquia servindo de ponte entre a comunidade e a paróquia.

7 – Visitar os pobres e doentes, incentivando e ajudando a atividade social da Igreja.

8 – Indicar lugares, manter a ordem nos cultos e programas e recolher a oferta.

9 – Registrar em ata as decisões da comunidade e zelar para que sejam executadas; despachar correspondências e guardar documentos.

10 – Cuidar da parte financeira para que haja suprimento para todas as despesas da comunidade e manter um registro fiel de receita e despesa.

11 – Motivar e apoiar os departamentos da comunidade, para que sejam submissos a ela e possam desenvolver bem o seu trabalho.

12 – Intermediar pacificamente problemas e eventuais dificuldades que vierem a acontecer na comunidade.

13 – Não pode tomar decisões ou agir a seu modo, sem o respaldo da comunidade; por isso deve buscar primeiro a aprovação dela para a execução de seus projetos.

14 – Deve incentivar o trabalho em equipe.

15 – Realizar tarefas que edifiquem espiritualmente.

16 – Fomentar e incentivar o louvor e a música na Igreja.

17 – Atuar para o bem da Igreja conforme o estatuto e regimento interno.

18 – Participar em conferências, seminários, encontros e repassar as informações.

19 – Visitar os membros em fraternidade, cortesia e incentivo e buscar os membros afastados e desviados da Igreja.

O pastor é autoridade espiritual máxima no trabalho, tendo assento cativo em toda e qualquer reunião eclesiástica interna de qualquer departamento sob sua jurisdição, e é a sua responsabilidade primeira e maior guiar o seu rebanho a pastos verdejantes e águas tranquilas. Precisa estar a par e informado das questões administrativas zelando por um clima de harmonia, paz e entrosamento. Deve trabalhar de mãos dadas com as suas lideranças.

O presbitério, onde houver, serve de apoio e respaldo ao trabalho espiritual do pastor, auxiliando-o nas programações da Igreja, visitas a doentes e solução de problemas.

VI – Condições de membresia

1 – A partir da confissão pública de fé, é considerado membro préefetivo até a maioridade.

2 – A partir da maioridade precisa ser cadastrado como membro efetivo com todos os direitos e deveres.

3 – Frequentar a IECB no mínimo 6 meses (Membros que venham de outras denominações) para ser enquadrados no rol de membros.

4 – Passar por um treinamento para novos membros.

5 – Assinar o termo de recepção de membro.

6 – Ser apresentado à Igreja local.

7 – Ter todos os direitos de membro conforme estatuto e regimento da IECB. Somente poderá ocupar cargos e assumir ministérios após dois anos de membresia.

8 – Deve frequentar e ser assíduo na Igreja.

VII – Deveres e direitos dos membros

A – Deveres

1 – Ser membro implica necessariamente num sério comprometimento com a Igreja. Cada membro do corpo tem sua função e se não a desempenhar, deixa o corpo deficiente. É isso também que acontece na Igreja que a Bíblia chama de “corpo de Cristo”.

2 – Cada membro deve viver o ensino bíblico. Por isso, para que uma igreja tenha vida saudável precisa desenvolver programas de estudos da Palavra de Deus.

3 – Cada membro precisa manifestar seu amor a Deus no viver diário, e principalmente no seu relacionamento com o pastor, que a Bíblia chama de “O anjo da Igreja”. Estes valores espirituais são muito importantes e tem suas consequências na vida de cada cristão.

4 – O membro tem a obrigação e comprometimento com os programas (cultos e reuniões) da sua Igreja. Ninguém deveria frequentar outros ambientes e deixar o seu lugar vazio na Igreja.

5 – Cada membro está inserido no orçamento de sua Igreja, e a sua contribuição não pode falhar. A falta de sua contribuição implica em sérios problemas de caixa e pode afetar toda uma estrutura financeira paroquial. Seja responsável e pontual; Deus há de abençoar.

6 – Com seu comportamento, o membro reflete a santidade de sua Igreja e por isso precisa vestir-se decentemente, principalmente quando participa da Ceia do Senhor e se aproxima do altar para o batismo.

7 – O altar e o templo são lugares sagrados que devem ser respeitados.

B – Direitos

1 – Como membro, tem direito a participar de todas as atividades inerentes a igreja.

2 – Quando estiver em dia com suas contribuições e dízimos, e comprometido com a vida de sua igreja, sempre tem direito à voz e voto nas reuniões e assembleias.

3 – Tem direito de ser votado para integrar a diretoria e representar sua igreja na sociedade.

4 – Como membro ativo terá assistência religiosa.

5 – Como integrante da família de Deus, o pastor terá prazer em atendê-lo em suas necessidades espirituais.

VIII – Finanças da Igreja

A verdadeira doçura da fé como filhos de Deus se demonstra no dar. A fé do cristão se avalia no dar. Dar a Deus representa recompensa já recebida e crédito para receber mais.

A Igreja precisa de recursos para se manter e desenvolver a obra:

1 – Há a prática do dízimo, a décima parte (Levíticos 27.30; Hebreus 7.1-10) destinado aos levitas (Números 18.24) que davam 1/10 aos sacerdotes (Números 18.28). Quando o dízimo é praticado com fé o devorador se afasta e a bênção sem medida será derramada e as portas do céu se abrirão (Malaquias 3.10). Tanto de uma ou de outra forma, a prática pelos membros deve ser sempre espontânea e voluntária.

2 – Na prática congregacional, também é realidade a proporcionalidade, onde cada membro, família ou pessoa contribui com um determinado percentual sobre a sua renda. Este é o modelo de contribuição aprovado no concílio de 2012 e amplamente divulgado e incentivado em todas as paróquias da IECB. É considerado um plano “justo, bíblico e viável”. Justo, porque divide o peso e responsabilidade em partes proporcionais sobre todos de acordo com a força ou condições de cada um. Bíblico, porque a Bíblia fala da contribuição proporcional, conforme as posses e renda de cada um. E viável, porque não é pesado demais para os membros, mas é suficiente para sustentar a Igreja. As paróquias que o tem adotado já usufruem dos benefícios deste plano, conforme se confirma nos depoimentos de cada concílio.

3 – Há também a forma compulsória, onde as despesas e receitas são divididas entre toda a igreja e cada um se responsabiliza pelo seu quinhão.

4 – As ofertas voluntárias são incentivadas para ajudar a cobrir situações necessárias. “Mais bem-aventurado é dar do que receber” (Atos 20.35).

Queremos lembrar que Deus, o Pai, é dono de todo ouro e a prata (Ageu 2.8), é Deus rico. Quando Ele percebe no coração de seus filhos liberalidade, espontaneidade e amor em dar, fará chover bênçãos sem medida

Quando somos honestos e responsáveis com nossos compromissos diante do banco, do mercado, da cooperativa, precisamos também ser honestos e responsáveis diante da Igreja do Senhor. Jesus disse: “Dai a Cézar o que é de Cézar e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22.21). Deus quer ver a sua parte em nosso ganho.

O próprio ato de contribuir e participar financeiramente com a obra de Deus já é um culto de gratidão a Deus (1 Coríntios 8.9). Se cada membro fizer a sua parte, a obra do Senhor poderá ser um grande testemunho do amor dos filhos ao seu Pai. Cada membro tem um compromisso na participação financeira no Reino.

A Igreja nunca deveria passar necessidades financeiras. Quando isso acontece é porque o desleixe dos participantes está comprometendo a obra. Deixe que o eterno veja o seu amor por Ele e a sua causa através da sua participação financeira com o Reino.

IX – Disciplina

Conforme Regimento Interno da IECB, capítulo XII, artigo 49, a regra básica de disciplina é segundo o evangelho de Mateus 18.15-17, ou seja:

a. Visar a reconciliação entre os envolvidos;

b. Fazer a reconciliação mediante intermediário ou testemunha;

c. Apresentar os envolvidos diante da Igreja;

d. Excomunhão se não houver reconciliação, arrependimento e confissão de culpa.

1 – Jesus afirmou que Ele próprio não veio para julgar, mas para salvar. O amor é o caminho para a disciplina. Não se pode disciplinar na ira, sem oração e sem amor.

2 – Todo membro deve ser observador da Palavra, do regimento interno, da boa conduta, da moral e bons costumes e da ética cristã.

3 – Se alguém pecar, temos advogado, Jesus Cristo. Os irmãos em Cristo (pastor, diretoria, presbíteros) devem ajudar o pecador infrator para a restauração. Nenhum caso deve ser analisado como revanche, nem deve haver disciplina por vingança.

4 – O processo de restauração é necessário, mas primeiramente deve ser preventivo (para que não aconteça o pecado), então reparador, e só por último disciplinador para o caso de transgressão de princípios reguladores ou éticos. Irmãos infratores serão advertidos, corrigidos ou disciplinados:

a- Por pessoas idôneas;

b- Pela Palavra;

c- Pelo Espírito Santo;

5 – A excomunhão é o último instrumento disciplinar, depois dos itens anteriores. Conforme o caso:

a- Poderá o infrator ser afastado do cargo ou atividade (diretoria, coral, professor de culto infantil ou similares) temporariamente;

b- Ser-lhes vedados certos privilégios (Ceia do Senhor, etc.)

c- Ser excluídos temporariamente;

d- Membros insubmissos, intransigentes e irreconciliáveis poderão ser desligados definitivamente.

6 – Cada paróquia poderá considerar casos ocasionais exclusivos, encarando-os com fraternidade; ou, poderá acrescentar leis adicionais no contexto bíblico para uma boa conduta.

Ijuí (RS), 27 de junho de 2017
Comissão Litúrgica da IECB

X – Regimento interno da IECB

Para maiores informações sobre o regimento interno da IECB, consulte o documento oficial disponível nesta página: Regimento Interno da IECB

XI – Estatuto

Para maiores informações sobre o estatuto da IECB, consulte o documento oficial disponível nesta página: Estatuto da IECB