Perfil Teológico

A Igreja Evangélica Congregacional do Brasil e sua linha teológica.

Os ítens a seguir são fruto da 1ª reflexão teológica realizada em novembro de 2005 nas dependências do IBISEC em Ijuí, RS. Retratam as convicções e posições da IECB. Outros assuntos de próximas reflexões e reafirmações teológicas serão futuramente acrescentadas.

Afirmamos que a visão congregacional é essencialmente baseada na liberdade de consciência e de escolha. Essa liberdade de escolha pressupõe alternativa real e em última instancia se deve ao fato de que o próprio Deus escolheu adotar a natureza humana integrando as pessoas de boa vontade a um novo nível de existência como filhos e filhas de Deus.

Seria cauteloso de nossa parte que não limitássemos esta liberdade criando linhas rígidas ou buscando uma identidade que, aliás, já temos.

Nossa identidade congregacional se baseia na expressão de Paulo aos gálatas em Gl 5.1 “para a liberdade foi que Cristo nos libertou”. O lema mundial congregacional é: “No essencial a unidade, no secundário a liberdade e acima de tudo o amor.” Essa liberdade de procedimentos alcançou a proeza de manter unido por mais de meio século um organismo de mais de 50 pastores e paróquias congregacionais no Brasil. Precisamos nos esmerar para resgatar e manter sempre a espiritualidade e a autenticidade congregacional que tem sua origem nos Puritanos e Pais peregrinos, e nunca perder de vista a direção e orientação do Espírito Santo na condução da IECB.

O congregacionalismo no sul do Brasil se identifica com as propostas de Philip Spenner:

1 – Divulgar a palavra de Deus entre o povo com maior abundância, como o principal meio de melhorar a situação da Igreja. Além da pregação, que é de grande ênfase no culto, os cristãos devem intensificar a leitura da Bíblia nos lares, com criação de reuniões de estudo bíblico e oração conforme citação de 1 Co 14.

2 – Praticar o sacerdócio universal de todos os crentes, não sendo o pastor o único a falar e agir, mas contando com a colaboração ativa de todos.

3 – Pregar com insistência que o cristianismo consiste em conhecimentos sobre a fé e principalmente na prática do amor que nasce da fé, acentuando o serviço da diaconia.

4 – Distinguir claramente entre doutrina bíblica e heresia, agindo, porém, com cautela e moderação em controvérsias confessionais, não considerando e nem tratando o outro como inimigo, mas gerando uma união fraterna.

5 – Intensificar o estudo teórico que deve ser complementado por exercícios práticos, lembrando as palavras de Cristo: ”Ide…. ensinando-os a guardar tudo que vos tenho ordenado”.

Somos congregacionais, porém, não podemos negar a existência histórica das comunidades livres e sua ação e cultura na Igreja Congregacional. Entretanto devemos buscar o pietismo em nossa linha teológica, enfatizando o avivamento espiritual, a oração, a comunhão e a prática da Palavra, o sacerdócio universal dos crentes, a prática e vivencia de fé.

O batismo

O batismo, como sacramento é o sinal do pacto da nova aliança em obediência ao mandado de Jesus Este acontecimento torna-se então uma experiência vívida e memoriável que deve lembrar-nos pelo resto da vida que morremos para o pecado e que Cristo vive em nós.

O batismo no Novo Testamento é um sacramento instituído por Cristo (Mt.28.19). É uma consagração ao Senhor e aceitação no seio da igreja como povo de Deus. O batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e a fé são o essencial. Temos unidade no essencial. A forma, a idade e a quantidade de água são secundárias. No secundário a liberdade e acima de tudo o amor em reconhecer e respeitar outras opiniões. Não cremos que o batismo salva, pois a salvação é pura graça de Deus que recebemos por meio da fé. A Igreja Congregacional tem como norma, quanto à faixa etária, o batismo de infantes baseado em fatos bíblicos relatados em que famílias inteiras eram batizadas. Jesus tem preferência pelos infantes. Mt 19. 13-15. Além das evidencias bíblicas há evidencias históricas nos escritos de Tertuliano, Agostinho, Crisóstomo e Orígenes de que o batismo infantil era praticado pela igreja primitiva e pelos apóstolos. Para que a criança batizada não se desvie os pais e padrinhos devem ser preparados cada vez melhor a fim de entenderem o significado e a responsabilidade do batismo. As crianças, uma vez batizadas, precisam ser ensinadas na palavra de Deus para que, conhecendo o evangelho, aceitem Jesus como seu Salvador pessoal. O batismo, então, só faz sentido quando os pais da criança forem crentes.

Quanto à forma a Igreja Congregacional usa o batismo por aspersão; a água é colocada sobre o batizando em pequena proporção. A quantidade de água não é determinante no tocante à eficácia do batismo, porque a água é apenas o símbolo da pureza no coração do batizado. Não admitimos o rebatismo.

O hábito de apadrinhar as crianças por ocasião do batismo tem a sua causa principal nos procedimentos da igreja primitiva. Quando a vida dos pais crentes corria perigo convidavam irmãos na fé para que prometessem cuidar de seus filhos se, porventura, fossem martirizados por causa de sua fé. Os padrinhos devem auxiliar os pais na educação e formação cristã de seus filhos. Um curso de orientação para o batismo apresenta as regras de apadrinhamento.

A Santa Ceia

A Santa Ceia é um sacramento instituído por Jesus Cristo onde ele faz uso dos elementos físicos do pão e do vinho para instituir um memorial de sua morte para a comunhão dos crentes entre si e com ele expressando a graça da salvação.

Não defendemos o conceito teológico da transubstanciação e nem o da consubstanciação e sim o da simbolização. O pão e o vinho, como elementos físicos simbolizam a presença espiritual de Cristo na Santa Ceia.

A Santa Ceia é ao mesmo tempo um memorial de gratidão e reconhecimento do que Jesus fez por nós, oferecendo-se em nosso lugar como sacrifício para o perdão dos pecados, tornando-se o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É um memorial de unidade, pois o pão e o cálice foram compartilhados por todos os discípulos, assim é praticado através dos séculos entre os cristãos com a esperança de o celebrarmos juntos no reino de Deus.

Quanto à forma da celebração compartilhamos do pão e do cálice não impondo prática definida. Cada comunidade adota o seu próprio método. Exemplificando: Enquanto algumas comunidades usam pão, outras usam hóstias; enquanto algumas usam vinho, outras usam suco de uva; enquanto algumas usam cálice coletivo, outras usam cálice individual etc.

Pode participar da Ceia toda pessoa que se preparou com arrependimento oração, jejum e confissão de pecados, tendo, deste modo assegurado o perdão dos pecados. O crente, ao participar da Santa Ceia crê na morte expiatória de Cristo na cruz e assim recebe alimento, refrigério e conforto espiritual para a sua alma. Seguimos as instruções que Paulo dá aos coríntios na primeira carta, capítulo 11, versículos 17 à 34. Uma pessoa somente será impedida de participar da Santa Ceia em casos extremos de comprovação de indignidade.

Para auxiliar na distribuição da Santa Ceia é necessário que a pessoa tenha testemunho de vida cristã comprovada, fé autêntica no Senhor Jesus, um devido preparo e o respeito dos demais membros.

Predestinação X Livre arbítrio

Biblicamente a predestinação somente é aceitável no sentido de que Deus destinou todas as pessoas, sem distinção para a salvação. 1 Tm 2.4. Não podemos confundir onisciência de Deus com predestinação. Deus na sua onisciência sabe de antemão o destino que cada pessoa escolhe para si mesmo usando o seu livre arbítrio. Deus interfere beneficamente neste destino oferecendo o seu plano de salvação em Jesus Cristo, conforme 1Ts 5.9 “Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo.”

A Bíblia enfatiza o livre arbítrio do ser humano para aceitar ou rejeitar o plano divino de salvação. Fica a critério de cada um aceitar ou rejeitar esta oferta. Quem se mantém rebelde contra o Filho de Deus perde a salvação. Quem O aceita como Salvador e Senhor da sua vida e cumpre a vontade de Deus é salvo. Sem o livre arbítrio não haveria sentido no trabalho missionário da igreja para ganhar almas, pois o destino de cada um já estaria definido.

O ser humano

Deus criou o ser humano da matéria e lhe soprou o espírito. O ser humano é formado do material e do imaterial, terreno e celestial. O corpo é terra formado do pó. O Espírito lhe foi dado por Deus e se tornou alma vivente. A junção do material e do imaterial resulta numa alma vivente. O ser humano tem o espírito e é alma. Que Deus é uma trindade desde a eternidade é indiscutível. E Ele disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.” Portanto, o homem é dividido em três partes funcionalmente distintas. Assim como Deus é uma trindade divina, o ser humano é uma tríade humana. A Trindade de Deus é formada por: Pai, Filho e Espírito Santo. A tríade humana é formada por: corpo, espírito e alma. Veja 1 Ts 5.23 e Mt 22.37. O corpo é a matéria terrena, o invólucro ou envoltório do nosso ser. O espírito é a parte racional que nos dá a consciência de que somos um ser e é também a parte que nos relaciona com o espírito divino. É a dimensão transcendente do ser humano e é a conexão com o mundo espiritual. A alma é o sentimento e a emoção que afetam o nosso ser. É o componente no ser humano sente, almeja e sonha, mais com coisas relacionadas ao terreno e físico. O Espírito e a alma se fundem em sua essência formando o homem imaterial, incorpóreo, funcionalmente, porém são distintos e divisíveis = (Hb 4.12). O Espírito é pneuma, ruah, fôlego, sôpro. Ao morrer o corpo que é matéria volta ao pó de onde foi tirado. O espírito volta a Deus que o deu (Ecl 12.7) “e o pó volte para a terra como o era, e o espírito (alma e espírito fundidos num só) volte a Deus que o deu”, até o ressurgimento do corpo glorioso que torna-se celestial pela ressurreição. Une-se novamente o corpo com alma e espírito. Com o corpo glorioso estamos em condições de viver no reino celestial e ver Deus face à face sem desfalecer, é o momento em que a tríade se completa novamente como real imagem e semelhança de Deus.

Para entender o homem como um todo, fazemos aqui uma dissecação virtual tentando separar o inseparável, porque o homem é uma unidade composta pela tríade. Primeiramente separemos o homem material do imaterial ou espiritual. A parte imaterial por sua vez é dividida em alma e espírito. O homem é uma tríade no sentido funcional, isto é, corpo, alma e espírito têm funções distintas. Ele é dicotômico na essência porque alma e espírito são um só como parte imaterial. Ele é uma unidade porque as três partes interagem na vivencia de um homem completo. Porém, ao morrer, o corpo que é matéria volta a se fundir na matéria, o espírito volta para Deus e a alma receberá o seu destino que poderá ser salvação ou infelizmente perdição.

Escatologia

Na questão escatológica somos pré milenistas. Cremos na seguinte cronologia dos acontecimentos: Nos últimos dias haverá um generoso derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne e um despertamento espiritual. Haverá neste mesmo período uma grande rejeição e uma enorme apostasia. Cristo virá nas nuvens para buscar a Igreja, sua “noiva”. Nesta volta ele não porá seus pés na terra. Os mortos em Cristo ressuscitarão e os crentes vivos serão arrebatados ao seu encontro nos ares. Isto acontecerá antes da grande tribulação. Com o arrebatamento também será retirado o Espírito Santo da terra, o anticristo não terá mais nenhum impedimento de agir segundo os seus planos. Enquanto reina o anticristo e a tribulação na terra, nos céus acontecerão as bodas do Cordeiro e a distribuição das recompensas. Enquanto o anticristo reina na terra, os salvos arrebatados farão parte da mesa das bodas do Cordeiro, receberão as recompensas e a herança e serão inseridos no plano de governo milenar de Jesus Cristo como administradores, cada um segundo a sua capacidade. Então acontecerá a batalha do Armagedom, a volta de Cristo e a prisão de satanás. Então se instala o reino milenar de Cristo que é o milênio. Este governo será na terra à partir de Jerusalém. Depois dos mil anos Satanás será solto para seduzir as nações. Acontecerá a batalha de Gogue e Magogue. Satanás, o anticristo e a besta serão lançados no lago de fogo. Haverá então o juízo final quando também os humanos rebeldes, “os cabritos” serão igualmente lançados no lago de fogo, quando os homens ímpios e as hostes malignas sofrerão a segunda morte por toda a eternidade. Depois disso serão criados um novo céu e uma nova terra e será estabelecido para sempre o reino de Jesus Cristo na Nova Jerusalém, onde nós os salvos viveremos para sempre.

O talar

O talar é um símbolo de autoridade espiritual que esconde a pessoa do pastor para evidenciar o servo do Senhor que intercede pela igreja diante de Deus. O talar preto é recomendado para ofícios fúnebres e o talar cinza para os cultos litúrgicos com ofícios.

Os símbolos na igreja

A cruz vazia, o altar, opcionalmente as velas, água no batismo, hóstia e vinho na Santa Ceia. Toalha de altar com as cores litúrgicas e púlpito retratando cachos de uva e trigo, pão, etc… a Bíblia sobre o altar…

Os Cultos

Os cultos são momentos de celebração, adoração, comunhão com Deus em casas, escolas, salões, mas preferencialmente nos templos. Os cultos podem ser litúrgicos ou informais segundo a cultura da paróquia, mas a opinião é que os cultos não fixos à uma liturgia rígida são muito mais abençoados. Eles abrem mais oportunidade de participação dos membros. Há mais interação da igreja nos cultos de louvor, por exemplo. Os cultos litúrgicos devem ser preservados por causa dos ofícios realizados nas igrejas e pelo sentimento de profunda reverencia que despertam em nós.

A vestimenta do Pastor

Nos cultos com ofícios, o talar; nos cultos informais, com terno e gravata. É importante e de bom testemunho que o pastor ande sempre com roupa limpa e asseada, na maioria das vezes usando gravata. Em casa pode ficar um pouco mais à vontade considerando as elevadas temperaturas que enfrentamos.

Os itens a seguir são fruto da 2ª reflexão teológica realizada em novembro de 2007 nas dependências do IBISEC em Ijuí, RS. Retratam as convicções e posições da IECB. Outros assuntos de próximas reflexões e reafirmações teológicas serão futuramente acrescentadas

 

Louvor e Hinologia

  1. O louvor é um elogio a Deus. Deus se agrada do nosso louvor.
    • “Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel”. (Sl 22.3)
    • Ver ainda Sl 148 e Sl 150
  2. O louvor é muito importante nos cultos e atividades da Igreja, pois prepara os participantes para o ponto central do pietismo que é a pregação da palavra.
  3. O texto deve sobrepor-se ao instrumento e ao ritmo
  4. O louvor deve reverenciar venerar, adorar e glorificar a Deus.
  5. Os hinos devem contemplar as diferentes gerações dando preferência aos hinários editados pela IECB.
  6. As expressões corporais na música devem ser formas de adoração a Deus.
  7. Todo o louvor da Igreja deve estar sob a supervisão do pastor.

 

Milagres

  1. Milagres existem, pois Deus continua soberano para agir quando, onde e como quiser.
    • “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”. (Mc 16.17,18,20)
  2. Milagres sempre devem glorificar a Deus e testemunhar seu poder; jamais como propaganda ou para destacar pessoas ou entidades.
    • “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus”. (2. Co 2.17)
  3. Deus pode usar pessoas (pastores, médicos, leigos) como seus instrumentos ou agir diretamente.
    • “Dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuição do Espírito Santo, segundo a sua vontade”. (Hb 2.4)
  4. O maior milagre é a ressurreição de Jesus e por sua vitória a restauração de vidas e o perdão dos pecados.
  5. Por termos a Sua palavra hoje, os milagres não são tão freqüentes.
    • “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos”. (Lc 16.31)

Usos e costumes – Modismos

  1. Devemos acompanhar a evolução dos usos e costumes e respeitá-los dentro de suas determinadas culturas, sem, contudo ferir os valores e princípios bíblicos e sem desmerecer a boa e respeitável conduta cristã.
  2. Quanto mais conhecimento e maturidade espiritual, menos problemas teremos com os usos e costumes.
  3. O cristão deve ser moderado na questão de modismos no que se refere à vestimenta, deixando de ser ultrapassado e sem pagar a última grife. Deve sentir-se bem na presença de todos e todos na sua presença.
    • “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus”. (1. Co 10.31-32)
  4. O modismo nas atividades da Igreja, como por exemplo: Unção do riso, G 12, tomba – tomba é passageiro e não deve ser importado como mecanismo de marketing, pois não alimenta e nem edifica.
    • “Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da incircuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância”. (Tito 1.10-11)
    • “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal”. (Cl 2.18)
  5. Em termos gerais a linguagem deve ser culta, não erudita e nem gíria.

Integrando Gerações

  1. O conflito de gerações é real, natural e inevitável, embora fosse menos acentuado em épocas passadas.
  2. Precisamos trabalhar conscientemente o conflito de gerações para que uma aprenda a conviver melhor e em amor com a outra, formando uma unidade.
    • “Com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”. (Ef 4.2-6)
  3. Com base no 5º. mandamento é mais produtivo trabalhar a geração jovem incutindo-lhe tolerância e respeito com a geração mais vivida.
    • “Diante das cãs te levantarás, e honrarás a presença do ancião, e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor”. (Lv 19.32)
  4. O alvo sempre deverá ser somar a maturidade e experiência da geração mais idosa com a jovialidade e criatividade da geração mais jovem.
    • “Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe”. (Pv 1.8)
    • “O ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos velhos, as suas cãs”. (Pv 20.29)

Estratégia de Trabalho

  1. O testemunho de vida cristã é básico; é a estratégia fundamental para dar credibilidade.
    • “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência”. (Tt 2.7)
    • “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. (Cl 3.17)
  2. Como Igreja é preciso ter um trabalho uniforme como característica de nossa identidade.
  3. A estratégia de trabalho deve ser aquela que melhor se adapta à característica de cada lugar, visto que cada local deve ter as suas estratégias.
  4. O evangelismo deve levar em conta a cultura de cada lugar.
    • “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob regime da lei, como eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do registro da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns”. (1. Co 9.19-22)
  5. Deve-se desenvolver o sacerdócio universal como estratégia de evangelismo.
  6. Deve-se ter o cuidado para que a metodologia ou estratégia de trabalho condiga com os princípios bíblicos e confessionais.

Angeologia (Estudo dos anjos)

  1. Definição e origem
    1. Anjos são seres espirituais que louvam e servem a Deus
      • “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação? “(Hb 1.14)
    2. Os anjos foram criados por Deus antes de Gn 1.1: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”.
  2. Forma
    1. Os anjos são espirituais, nem todos são alados.
      • “Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel que eu tinha observado na minha visão ao princípio, veio rapidamente, voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde”. (Dn 9.21)
      • “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo”. (Ap 14.6)
      • Ver ainda Is 6.
    2. Os anjos podem assumir forma corpórea, humana ou revelar-se por epifanias.
      • “Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos”. (Hb 13.2)
    3. Os anjos são imutáveis e eternos.
  3. Organização e número
    1. Há dois grupos de anjos: serafins (servidores) e querubins (mensageiros).
    2. Na hierarquia há os anjos e arcanjos
      • “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Jd 9)
    3. Existem anjos bons e maus; os bons estão sujeitos a Cristo e os maus (os decaídos, os demônios) estão sob a liderança de Lúcifer.
      • “O qual, depois de ir para o céu, está a destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes”. (1. Pd 3.22)
      • “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos”. (Ap 12.9)
    4. Os anjos existem aos milhares.
      • “E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus”. (Lc 2.13)
      • “Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares”. (Ap 5.11)
  4. Funcionalidade
    1. Os anjos do bem estão sempre a serviço de Deus
      • “Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra. Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade”. (Sl 103.20-21)
    2. São guardiões especiais que provêem proteção.
      • “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai celeste”. (Mt 18.10 )
      • “Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos”. (Sl 91.10-11)
    3. Transmitem as mensagens de Deus.
      • “E um anjo do Senhor desceu onde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo”. (Lc 2.9-10)
      • “Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão; e, tocando ele o lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! Então, as cadeias caíram-lhe das mãos” ( At. 12.7)
    4. Participarão do juízo final.
      • “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada uma conforme as suas obras”. (Mt 16.27)
      • “E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus”. (Mt 24.31)
    5. Não são dignos de veneração e adoração
      • “Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados a ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus. Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus.” (Ap 19.9-10)
  5. Destino final
    1. Os anjos do Senhor estarão louvando sem parar, dia e noite, noite e dia com todos os salvos.
      • “Razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo”.
    2. Os anjos maus serão lançados no fogo eterno
      • “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”. (Mt 25.41)

Casamento de separados e divorciados

  1. Nós pregamos a indissolubilidade do casamento com ênfase ao trabalho preventivo e assistencial aos casais.
  2. Segundo os princípios bíblicos apenas é permitido em caso de adultério comprovado e depois de esgotadas todas as tentativas de reconciliação
    • “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 19.9)
    • Ler todo o texto de Mt 19. 3-12
  3. Não praticamos o segundo casamento; sugerimos a realização de um devocional com oração.

Dia de descanso

  1. Indiscutivelmente o dia de descanso é o Domingo, o primeiro dia da semana, o dia do Senhor, em virtude da sua ressurreição e o início da Igreja e o derramamento do Espírito Santo terem acontecido nesse dia.
    • “No findar da semana, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro”. (Mt 28.1)
    • “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia noite”. (At 20.7)
    • “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for”. (1. Co 16.2)
    • Estudando Lv 23.15-21 e At 2.1 descobrimos que o Pentecostes também foi no primeiro dia da semana.
  2. O essencial não é o dia, mas que nesse dia se leia e reflita sobre a palavra, haja comunhão com Deus, com a família e o próprio descanso físico. (Santificarás o dia de descanso)
  3. Seria importante como IECB acentuar mais esse aspecto da santificação do dia do descanso.

Idolatria (Individualismo e egocentrismo)

  1. Idolatria é uma forma de desviar a adoração a Deus. Deus é o único a ser venerado e adorado; somente a Ele devem ser dirigidas as orações e em nome de Jesus. Símbolos (cruz, velas, hóstia, vinho etc.) representam ações ou manifestações de Deus e nunca devem ser adorados, nem venerados ou invocados.
    • “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”. (Mt 4.10)
    • “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”. (Jo 14.13)
  2. As crenças em amuletos, misticismos, superstições e ocultismo são considerados abominação e não tem respaldo bíblico, pelo contrário, são condenadas.
    • “Aboliu também Josias os médiuns, os feiticeiros, os ídolos do lar e todas as abominações que se viram na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na Casa do Senhor”. (2. Rs 23.24)
    • Ver ainda Dt 18.9-14 e Ez 13.18-21.
  3. Uma forma moderna de idolatria que se propaga muito é a Egolatria, o culto ao EU, mas a Bíblia diz:
    • Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).
    • “Posso tudo naquele que me fortalece” (Fp 4.13)
    • “Somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou, Cristo“. (Rm 8.37)
  4. A Ecolatria, o culto à ecologia e à natureza, é mais uma forma de idolatria.
    • “Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (Rm 1.25)
    • “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o príprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios”. (1. Co 10.19-20)
  5. O culto a imagens e esculturas é condenado na Bíblia.
    • “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há encima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto.” (Ex 20.3-5)
    • Ver ainda Sl 115.4-8

Revelações

  1. Deus se revelou a si próprio.
    • “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. (Hb 1.1-2)
    • “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia noite”. (At 20.7)
  2. Normalmente Deus manifesta sua vontade pela palavra e extraordinariamente pela voz do Espírito Santo em nosso coração.
  3. Deus também se revela pela natureza, pela Igreja e pela consciência.
  4. As revelações procedem de Deus, quando, como, onde e na forma que Ele quiser e necessitar
    • “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”. (Dt 29.29)
    • “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora”. (1. Jo 4.1)
    • Ver ainda 2. Jo 7-11.

Serviço e diaconia

  1. A Igreja é o corpo de Cristo.
  2. O culto cristão envolve três partes:
    (1) Adoração
    (2) Comunhão
    (3> Diaconia
    Servi ao Senhor com alegria!” (Sl 100.2) – Todo crente deve estar disponível para servir ao Senhor, pois a fé sem obras é morta.
    “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta”. (Tg 2.17)
  3. Cada crente tem dons e talentos que devem ser usados na obra do Senhor ou para glorificar a Deus.
  4. Distinção entre diáconos e presbíteros (ambos estão ligados ao serviço) Os diáconos têm mais a responsabilidade da assistência social e prática do trabalho e os presbíteros a responsabilidade espiritual.
    • Ver 1. Tm 3.1-13
  5. Ainda existem outras funções
    • Ver 1. Co 12.8-10 e 28

Cuidados pastorais

  1. Ética e relacionamentos.
    1. Em relação aos membros – Deve zelar para um relacionamento respeitoso e conquistar a sua confiança e amizade.
    2. Em relação aos colegas – (Ver Fp 2.1-4) Considera cada um o outro superior a si próprio.
    3. Em relação aos outros – Não faça aos outros o que não queres que façam a ti. Precisa desenvolver um relacionamento sadio com a esposa e os filhos.
      • “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”. (Mt 7.12)
      • “Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?” (1. Tm 3.5)
    4. Em relação à Igreja – Acatar as decisões e normas da Igreja na realização do seu trabalho.
      • “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmo condenação”. (Rm 13.1-20)
  2. Administração
    1. Ser transparente, honesto e sincero com sua vida.
    2. Administrar seu tempo conforme prioridades.
      • “Remindo o tempo, porque os dias são maus”. (Ef 5.16)
    3. Administrar suas finanças e bens com sabedoria.
      • “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?” (Lc 16.10-12)
    4. Desenvolver seus dons e talentos para a honra e glória de Deus.
  3. Férias
    1. É justo e necessário que o pastor tenha suas férias, mas preferencialmente não tire todas elas de uma só vez.
    2. Sempre que sair de férias precisa deixar a liderança de sua Igreja informada.
    3. Quando sai a serviço fora da paróquia, subentende-se que os dias não serão contabilizados como férias, (Concílios, retiros, congressos etc. – Está a serviço), mas saídas que não sejam a serviço devem ser consideradas férias.
  4. Comportamento
    1. Ser exemplar
      • “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (2. Tm 2.15)
    2. Ser irrepreensível
    3. Não ser escandaloso.
      • “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério”. (2. Tm 4.5)

(Os itens a seguir são fruto da 3ª reflexão teológica realizada em novembro de 2009 nas dependências do IBISEC em Ijuí, RS. Retratam as convicções e posições da IECB. Outros assuntos de próximas reflexões e reafirmações teológicas serão futuramente acrescentados)

Conversão

 

É andar na contramão do mundo. É subir na escada rolante que desce.

 

  • Significado
    1. Conversão do Latim, “ conversio” que significa mudança de rota, um novo posicionamento interno para com DEUS.
    2. Esta mudança de mentalidade é a transformação espiritual do homem, (novo nascimento – (Jo 3.3,7; Rm 12.2; 2 Co 5.17)

 

  • A necessidade da conversão
    1. Nascemos pecadores e enveredamos pelo caminho do pecado, por isso é imperativa a atitude de retornar, mudar de rota, inverter a direção. (Rm 3.23)
    2. O arrependimento sincero e a conversão são condições absolutamente indispensáveis para receber JESUS CRISTO pela FÉ. ( At 3.19)
    3. Converter-se, voltar-se para DEUS são a mesma atitude necessária para sermos aceitos por Ele pela graça de JESUS. (Ef 2.1-10)
    4. Todos querem ser salvos, mas a maioria engenha o seu próprio caminho sem querer abandonar o caminho largo e fácil que conduz a perdição. JESUS disse: “EU SOU O CAMINHO… Ninguém vem ao PAI senão por MIM.” (João 14.6)

 

  • Como acontece a conversão?
    1. Mediante a pregação do evangelho e atuação do Espírito Santo, que provoca uma decisão resultando no reconhecimento dos pecados e no arrependimento genuíno. (Rm 10.9-17)
    2. Pode acontecer repentinamente ou através de um processo intelectual e espiritual lento e evolutivo. Os seus atos comprovarão a sua autenticidade ( Mt 7.20; Jo 15.5)
    3. Após a conversão segue-se a santificação, um arrependimento diário e uma constante correção de curso. (Hb 12.14-15)
    4. O convertido deve permanecer fiel para não perder a salvação. ( Ap 2.10; Hb 6.4-6)

 

 

O Pastor (Continuação da reflexão de 2007)

 

  • Definição
    1. É um servo de Deus, vocacionado, com chamado especial, (Ef 4. 11-16) experiência de conversão, com missão definida de tempo integral ou parcial. Tem a responsabilidade básica de pregar, ensinar, consolar, exortar e também ministrar rituais e ofícios. É um instrumento (ministro e despenseiro) nas mãos de Deus (1 Co 4.1).
      Veja a diferença entre um servo com apenas boas intenções sem boas novas. (2 Sm 18) – Aimáas – que não trouxe a mensagem. (At. 20.28): “Atendei por vós e pelo rebanho…”

 

  • Sua vida pessoal
    1. O Pastor da IECB deve ter experiência de conversão e consagração (Ti 3.4-7)
    2. Ter vida santificada, de devoção e comunhão. (Ef 4.25-32; Cl 3.5-11; Rm 12.1-2)
    3. Estudioso e atualizado (1 Tm 4.13)
    4. Respeitar as decisões da Igreja (2 Tm 2.2)
    5. Pessoa padrão (1 Tm 4.12), como cidadão e como cristão. Honesto e sincero no falar e agir (Cl 3.9) (Viver o que prega e ensina)
    6. Cuidar da saúde física. Sugere-se consultas e exames regulares e preventivos, exercícios físicos, cuidados alimentares, tempo de lazer
    7. Bom administrador do tempo e das coisas de Deus e da Igreja, de suas emoções, de momentos delicados e ser líder capaz
    8. Simpático, equilibrado, modesto, necessariamente tolerante
    9. Ter Jesus como modelo, como no Getsêmani (Mt 26.36-41).

 

  • Sua vida familiar
    1. Buscar como esposa uma mulher aprovada por Deus, consagrada e idônea (Gn 2.18)
    2. Sua primeira igreja é o seu lar. Ele é o sacerdote responsável não apenas pelas suas necessidades materiais, mas também espirituais (1 Tm 3.2-5; 5.8)
    3. Criar um espaço e dedicar tempo para seus mais amados – cônjuge, filhos e familiares de primeiro grau. (Ef 5.24-33; 6.4; 1 Tm 3.4-5)
    4. Se tiverem crise, deve buscar ajuda e acompanhamento
    5. Considerar a participação do ministério da esposa e filhos, mas poupá-los de discussões ministeriais ou eclesiais
    6. Filhos são uma bênção, sua maior herança. (Sl 127)

 

  • Sua vida ministerial
    1. Deve ser convalidada, confirmada pela vida pessoal, sendo bom exemplo (1 Tm 4.11-12; 2 Tm 2.15)
    2. Deve ser pregador, mestre, conselheiro e consolador (1 Tm 5.1- 2; 2 Tm 4.1-2)
    3. Ele é atalaia do Senhor e profeta (Ez 3.16-21; 33.33)
    4. Ser esforçado e de consciência pura (At 24.16)
    5. Deve manter-se teologicamente atualizado seguidamente fazer cursos ou reciclagens e obrigatoriamente participar das reflexões teológicas. (1 Tm 4.15-16)
    6. Deve ter as qualidades de bispo ou presbítero (1 Tm 3.1-13: Ti 1.5-9)
    7. Deve planejar suas atividades, cumprir a agenda e manter pontualidade
    8. Deve ter bom relacionamento com os colegas considerando a ética profissional e pastoral
    9. Deve observar semanalmente associando um dia descanso. Nesse caso sua igreja deve ser informada.

 

  • Sua vida financeira
    1. Deve ser contribuinte regular, dizimista, contente e agradecido (1 Tm 6.6)
    2. Ser honesto e transparente em seus negócios, honrando seus compromissos (2 Co 8.15-22)
    3. Não ser fiador (Pv 6.1-6; 16-19)
    4. Não ser avarento nem cobiçoso (1 Tm 6.7-11; 2 Pe 2.14-16)
    5. Deve confiar seu ministério e seu sustento em Deus, que sustenta e supre (Mt 6.26; 10.9-10)
    6. Deve revelar-se digno de seu salário (1 Tm 5.18; 2 Tm 2.6)

 

  • Os sete “nunca” do pastor
    1. Nunca usar o dinheiro da Igreja em benefício pessoal e nem o dinheiro pessoal em benefício da Igreja
    2. Nunca manipular as finanças da Igreja de modo a gerar desconfiança, suspeita e acusações de improbidade administrativa
    3. Nunca endividar a Igreja por falta de planejamento na aquisição, construção ou reforma de imóveis onerando a capacidade de receita da Igreja
    4. Nunca deixar de prestar contas da movimentação financeira da Igreja em Assembléia, Conselho Fiscal ou a quem ela delegar prestação de contas
    5. Nunca permitir que o fator financeiro seja o elemento determinante para aceitação ou não aceitação de um novo pastorado
    6. Nunca fazer do ministério uma profissão para auferir lucros e vantagens financeiras de modo que as pessoas o vejam como mercenário da fé e não como um homem de Deus
    7. Nunca usar recursos levantados para um determinado fim, aplicando-os em qualquer outro fora dos propósitos, mesmo que sejam valores ínfimos.

 

 

O Pastor deve estar consciente dos TRÊS grandes perigos: dinheiro, mulheres e orgulho. Cada um deles tem força bastante para derrubá-lo. O PASTOR DEVE SER FIEL E OBEDIENTE A DEUS!

 

Fidelidade Denominacional

 

Fidelidade, do latim Fidelis, o que conserva, mantém ou preserva suas características originais.

 

  • Quatro qualidades da fidelidade
    1. Exclusividade – Servir somente a Deus (Js 24.14-15)
    2. Verdade – Transparência e compromisso com a verdade (1 Sm 9.6; Sl 26.2; Sl 139.23; Mt 5.37; Tg 5.12)
    3. Regularidade – Constante crescimento, investimento para toda a vida (1 Ts 5.17; Fp 2.12; 2 Pd 1.3-11)
    4. Persistência – Perseverar, fiel – Podemos mudar os métodos não os alvos. (Gn 29.21; Mt 24.31; Ap 2.3;Fp 1.6)

 

  • Fatores que causam infidelidade
    1. O desânimo.
    2. O efeito da atração do alheio sobre nós.
    3. Dificuldades com a família
    4. Dificuldades ministeriais
    5. Sobrecarga de tarefas.

 

  • O que podemos fazer quando somos infiéis
    1. Confessar
    2. Assumir a responsabilidade
    3. Não desistir

 

  • Fatores que nos levam à fidelidade
    1. Conhecer melhor a causa
    2. Valorizar o que temos e somos
    3. Ser mais agradecidos
    4. Viver mais em amor
    5. Colocar-nos mais na dependência de Cristo, o cabeça da Igreja.

 

  • Porque ser congregacional
    1. Porque ela é instrumento de Deus para conhecer Jesus Cristo
    2. Porque ela oferece crescimento na vida de fé
    3. Porque nela se tem uma missão
    4. Por ser uma igreja cristocêntrica
    5. Porque crê e prega a Bíblia
    6. Porque ela é um lar espiritual

 

  • A fidelidade denominacional oportuniza
    1. Seguir a Bíblia (Hb 10.25)
    2. Seguir o exemplo de Jesus
    3. Mostrar o meu testemunho pessoal

 

  • A recompensa da fidelidade
    1. O nome no rol de honra de Deus (Hb 11)
    2. As obras nos acompanharão para sempre (Ap 14.13)
    3. A coroa da vida (Ap 2.10)

 

 

Pastores fiéis geram membros fiéis.

 

Batismo (Continuidade do perfil teológico de 2005)

 

  • O que o batismo não é
    1. Não é o batismo de João
    2. Não tem poder salvífico
    3. Não é um ato sem importância

 

  • O que é o batismo
    1. Um dos sacramentos que Jesus instituiu
    2. Um ato de obediência ao mandamento de Jesus
    3. A inscrição da criança na escola de Jesus
    4. É a aceitação da criança na família de Jesus
    5. É um sinal exterior da graça purificadora no coração do homem
    6. É um ato simbólico representando algo que já foi feito ou que se realizará
    7. É a continuação do sacramento da circuncisão do AT

 

  • Formas de batismo
    1. Batismo de adultos por aspersão
    2. Batismo de crianças, adolescentes e adultos por imersão
    3. Batismo de crianças por aspersão
      1. Não encontramos nenhuma forma de batismo especificada na Bíblia
      2. Isso mostra que nem a forma e nem a quantia de água são importantes
    4. No que as igrejas concordam em relação ao Batismo
      1. Que o batismo não salva
      2. Que o uso do elemento externo é a água
      3. Que o pastor administre o sacramento

 

  • O que o batismo requer?
    1. No caso do batismo de adultos, independente da forma
      1. Fé – “Quem crer e for batizado será salvo”
      2. 4Não existem crianças batizadas até que existem adultos e pais cristãos
    2. No caso de crianças
      1. Como era no AT na circuncisão? Deus exercia sua graça e seu juízo por meio de famílias. Ex. Adão, Noé, Davi…
      2. Como é com o batismo no NT?
        1. Deus abençoa as crianças devido à fé de seus pais também. Exemplos: a ressurreição da filha de Jairo; a cura do epiléptico; a ressurreição do filho da viúva de Nain; a cura do oficial de Cafarnaum…
        2. O batismo requer um lar crente onde os pais se amam, têm uma fé genuína, a palavra de Deus é ensinada e vivida, os filhos são disciplinados como a Bíblia ensina, os pais oram com e pelos filhos e onde Cristo seja o centro.

 

  • Porque o batismo infantil
    1. Porque o batismo é o rito de inserção no povo de Deus
    2. Porque Cristo mandou batizar nações (Mt 28.19)
    3. Porque a Bíblia fala do batismo de famílias inteiras (At 15.15,23; 1 Co 1.16)
    4. Porque não há proibição bíblica para o batismo infantil
    5. Porque a História da Igreja comprova a prática do batismo infantil

 

  • Porque o batismo por aspersão
    1. O praticamos porque não existe declaração ou ordem para a imersão na Bíblia
    2. Somos aspersionistas por uma questão exegética
      1. A palavra BAPTIZAR bem sempre significa IMERGIR. Em Mt 3.11 o Espírito Santo foi derramado; em Mc 7.4 a água era derramada sobre os utensílios e as pessoas; em Hb 9.10 “abluções” = batismos – Aspersões no AT
    3. Somos aspersionistas por uma questão de contexto
      1. At 2.41 – Batizar 3000 pessoas num dia por 12 apóstolos onde não havia rio por perto?
      2. At 9.17-18 – Saulo, ilógico um batismo por Aspersão.
      3. At 16.33 – Sem chances o batismo por imersão
    4. Somos aspersionistas por uma questão simbológica
      1. Preenche melhor as características desse símbolo
    5. Somos aspersionistas por uma questão histórica e arqueológica
      1. Desenhos entalhados nas pedras das catacumbas romanas de pessoas sendo batizadas com derramamento de água
    6. Somos aspersionistas por uma questão prática
      1. Pode ser realizado em qualquer época do ano e sempre com decência.

 

  • O papel dos padrinhos
    1. Não existe ordem expressa contra e nem a favor que a criança tenha padrinhos no batismo
    2. Em Israel não se selava acordo sem a presença de testemunhas – Os padrinhos são testemunhas de um acordo entre os pais e Deus a respeito dos seus filhos.
    3. O hábito procede da Igreja primitiva; quando a vida dos pais corria perigo, convidavam irmãos na fé para se comprometer diante de Deus de cuidar de seus filhos, se viessem a morrer em virtude de sua fé.
    4. Padrinho = padre = pai / Compadre = com + pai
    5. Madrinha = madre = mãe / Comadre = com + mãe
    6. Os padrinhos devem auxiliar os pais na formação e educação dos filhos; por isso devem:
      1. Ser pessoas de fé e vida cristã comprovadas
      2. Orar e interceder pelos afilhados
      3. Dar exemplo de vida digno de ser seguido
      4. Cuidar da criança em caso de impedimento dos pais
      5. Devem aconselhar e motivar para o bom caminho.

 

 

O batismo do Espirito Santo

 

  • Três vezes a Bíblia usa a expressão: Batismo do Espírito Santo:
    1. Na promessa de que Jesus batizaria com fogo e com o Espírito Santo (Lc 3.16).
    2. Ao batizar Jesus, João afirma que Jesus batizaria com o Espírito Santo (Jo 1.33).
    3. Jesus afirma que os discípulos seriam batizados com o Espírito Santo. (At 1.5).

 

  • A partir daí são usadas as expressões:
    1. “Dará, enviará” (Jo 14.16, 26)
    2. “Eu vo-lo enviarei” (Jo 16.7).
    3. “Quando vier” (Jo 16.8,13).
    4. “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22).
    5. “Envio a promessa” e “do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49).

 

  • No Livro de Atos
    1. “Descer sobre vós”( At 1.8).
    2. “Ficaram cheios do Espírito Santo” (At 2.4).
    3. “Derramarei o Espírito Santo” – (At 2.17,18).
    4. “Recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38).
    5. “Receber o Espírito Santo” – (At 8.15,17).
    6. “Caiu o Espírito Santo sobre eles” – (At 11.15).

 

  • Jesus prometeu enviar o Espírito Santo aos apóstolos (Atos 1. 1-5) e cumpriu a promessa (Atos 2. 1-4), capacitando os doze a falar em línguas estrangeiras à multidão de várias línguas e nações reunida no dia de Pentecostes (Atos 2:11,14). “ Eles os ouviam em sua língua materna.” (At 2.8).

 

  • Três vezes a Bíblia relata o derramar do Espírito Santo:
    1. 1ª Sobre os discípulos (judeus) – (Atos 2.1-4) – (Houve línguas)
    2. 2ª Sobre os samaritanos – (Atos 8.14-17) – (Não houve línguas)
    3. 3ª. Sobre gentios – (Atos 10.44-48) – (Houve Línguas); – “Sobre toda a carne” – (At 2.17) – (todas as pessoas, raças: Judeus, samaritanos e gentios – demais povos).

 

  • Sinais do Derramar do Espírito Santo:
    1. Profetizarão, terão visões e sonharão – (Jl 2.28 e At 2.17).
    2. Sinais no céu e na terra, sol e lua: sangue, fogo e vapor de fumaça – (Jl 2.30-31 e At 2.19-20).
    3. SALVAÇÃO – (Jl 2.32 e At 2.21).

 

 

Falar em línguas

 

  • Definição
    1. O dom de línguas na Bíblia era a capacidade das pessoas falarem em outros idiomas, sem nunca terem aprendido ou estudado os mesmos. Isso é claro a partir do relato de Atos: “E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Vede! Não são galileus todos esses que estão falando? Como é, pois, que os ouvimos falar cada um em nossa própria língua materna?” – (Atos 2:7-8)
    2. Os discípulos falaram em outras línguas em Atos 2, mas nada é dito acerca dos quase 3.000 que se converteram, apenas que foram batizados em nome de Jesus e receberiam o Dom do Espírito Santo (At 3.38).
    3. O livro de Atos é um livro histórico, e o fato de algumas pessoas terem falado em línguas quando receberam o Espírito Santo, não quer dizer que o falar em línguas seja um sinal de batismo do Espírito.
    4. Alguns afirmam que falam a língua dos anjos. Se os anjos falam em “línguas estranhas”, como Abraão, Zacarias, José entenderam as suas mensagens? Eles tinham o dom de interpretação?
    5. A Bíblia também fala dos que tem o dom de interpretar as línguas (1 Co 12.10, 30). Onde estão e para que servem os interpretadores de línguas se as línguas não tem significado definido?
    6. Muito do falar em línguas que ouvimos hoje são meras expressões e frases
    7. Ninguém precisa de algo sobrenatural para dizer “alabacanta alabachéia” – percebem quantas pessoas falam as mesmas expressões?

 

  • O que diz a bíblia sobre falar em línguas:
    1. Línguas são um dom, concedido a alguns, nem todos recebem – (1 Co 12.7-11 e 30)
    2. O dom da profecia é superior ao de línguas – (1 Co 14.5).
    3. Dons (inclusive de línguas) devem ser para a edificação da igreja – (1 Co 14.12,19).
    4. Paulo disse que as línguas eram sinais para os incrédulos. ( 1 Co 14.22,23).
    5. Sempre que alguém falar em línguas, deve ter alguém que interprete para edificar a igreja (1 Co 14.27-28)
    6. Não deve ser proibido, mas feito com ordem e decência – (1 Co 14.39-40).

 

 

Como cristãos temos que buscar não um batismo do Espírito Santo, mas produzir o fruto do Espírito. Sermos cheios do poder de Deus e do fruto do Seu Espírito (Gl 5.22.23).

E qual é a conseqüência disso? Gritos, cair no chão, línguas? Não. É uma vida de santidade, uma vida de devoção total a Deus.

 

Os itens a seguir são fruto da 4ª reflexão teológica realizada em 9 a 11 de novembro de 2012 em Santo Antônio do Sudoeste, PR. Retratam as convicções e posições da IECB. Outros assuntos de próximas reflexões e reafirmações teológicas serão futuramente acrescentados).

 

Fé e Finanças

 

  1. A fé é um dos primeiros sinais da ação de Deus na vida do ser humano, pois é um dom de Deus. Através da fé somos encaminhados nos ensinos sagrados, os quais nos mostram que alguns dos grandes segredos da vida de fé estão relacionados à gratidão, obediência e submissão, incluindo as finanças. (2 Co 9.12-13)
  2. A Bíblia fala 205 vezes sobre fé, 208 sobre salvação e pelo menos mais de 2000 vezes sobre finanças, o que nos mostra que Deus está intimamente interessado que os seus filhos tenham uma relação com Ele também através delas. Isso requer primeiramente uma entrega pessoal conforme 2 Co 8.5: “Não somente fizeram como nós esperávamos, mas deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor”.
  3. Entendemos que a participação financeira bíblica do cristão não deve ser compulsória (por meio de taxas), mas de forma voluntária e ter o dízimo como parâmetro. (2 Co 9.7; Mt 23.23) “ Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento (sustentação financeira) na minha casa” Ml 3.10. A Igreja jamais pode omitir dos membros que conheçam as bênçãos decorrentes da obediência ao dízimo. “Provai-me nisso, diz o Senhor dos Exércitos se eu não vos abrir as janelas dos céus, e não derramar sobre vós bênçãos sem medida” Ml 3.10b.
  4. Quem tem uma vida de fé sadia será um contribuinte fiel.

 

Homoafetividade

 

  1. Deus criou os seres humanos e os criou homem e mulher (macho e fêmea) (Gn 1.27) com o objetivo de povoar a terra, dando continuidade à espécie. (Gn 1.28) Ao concluir a obra da criação “viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom”. (Gn 1.31)
  2. Entendemos que a homoafetividade é uma prática contrária ao ideal da perfeita criação de Deus. (Mc 10.6)
  3. Jesus conviveu com os pecadores, mas não aprovou a prática da mulher adúltera, (João 8.1-11) nem a corrupção de Zaqueu (Lc 19.1-10), nem tampouco a homoafetividade – (homossexualismo e lesbianismo -. (Rm 1.24-27; Lv 18.22; Ap 1.8;1 Co 6.9). Com isso conclui-se que Jesus amava os pecadores, porém reprovava suas atitudes pecaminosas esperando uma mudança de vida.
  4. A Igreja, como comunidade terapêutica, tem a função de regeneração acolhendo incondicionalmente todo pecador com amor cristão, assistindo-o nesse processo (Gl 6.1).

 

Puritanismo

 

  1. A Igreja Congregacional tem sua origem no puritanismo, um movimento idealizado por John Wycliff, (ver mais em “Histórico” www.iecb.org.br) na Inglaterra, que acentuava a vivência prática da fé, com ênfase na vida pura.
  2. As quatro convicções básicas do puritanismo são:
  3. A salvação pessoal vem inteiramente de Deus
  4. A Bíblia constitui o guia indispensável para a vida
  5. A Igreja deve refletir o ensino expresso nas Escrituras
  6. A sociedade é um todo unificado

 

Planejamento Estratégico

NOSSA MISSÃO

  1. Buscar os perdidos
  2. Anunciar as boas novas da salvação
  3. Congregar o povo de Deus para a edificação espiritual ao redor de Jesus, o bom Pastor.
  4. Preparar a Igreja para a volta de Cristo

NOSSA VISÃO

  1. Ser uma Igreja que prima pela qualificação e santidade de vida; luta contra o pecado; mantém a fidelidade à palavra de Deus; luta pelo amor a Deus e ao próximo.

NOSSOS VALORES

  1. Centralidade em Jesus
  2. Fidelidade às Escrituras
  3. Comunhão em amor
  4. Orientação pelo Espírito Santo

NOSSA ESTRATÉGIA

    1. Unir, preparar e motivar o corpo pastoral para um trabalho mais ousado.
    2. Treinar e envolver mais a liderança leiga (2 Tm 2.2)

 

Comitê Litúrgico